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Governador do ES defende aplicação de 3ª dose da vacina contra Covid-19 para grupos de risco

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O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), defendeu a aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 em todos os capixabas que integram grupos de risco.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (16), durante uma visita do chefe do executivo estadual a Cachoeiro de Itapemirim, Sul do estado.

Casagrande defendeu que, com aval técnico do Ministério da Saúde, o grupo seja imunizado novamente após a vacinação de todas as pessoas acima dos 18 anos.

“Nós defendemos a terceira dose para os grupos de risco. Assim que a gente concluir a vacinação das pessoas acima de de 18 anos, se a gente puder aval do Ministério da Saúde, se conseguir comprar vacinas, eu defendo, e a nossa equipe defende, a terceira dose para as pessoas dos grupos de risco”, declarou.

Para aplicar uma 3ª dose e continuar avançando na vacinação por faixa etária, o governador afirmou que está negociando para comprar doses do Instituto Butantan.

Alguns município capixabas, entre eles a capital e Vila Velha, na Grande Vitória, já começaram a imunizar o público acima de 18 anos. Em suas redes sociais, Casagrande publicou que a vacinação da faixa etária deve ser ampliada para todos os municípios do estado.

“Nesta semana daremos um grande passo na vacinação da população capixaba: iniciaremos em todos os municípios a vacinação da população com mais de 18 anos. Sábado (21) será um grande dia D de ampla mobilização pela Vacinação de D1 e D2 em todo o Estado”, escreveu.

Estudo para 3ª dose

O Ministério da Saúde iniciou, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um estudo inédito para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para Covid-19 para quem tomou duas doses da CoronaVac.

Os 1.200 voluntários vão ser divididos em 4 grupos e, cada grupo, recebe uma dose de reforço de uma única vacina. Os pesquisadores vão estudar os 4 imunizantes aplicados no Brasil: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen.

Estudos em andamento:

Pfizer: O laboratório recebeu liberação da Anvisa em julho para iniciar a pesquisa que investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty. O imunizante extra já foi aplicado em 1.164 pessoas que tomaram as duas doses completas há pelo menos seis meses. Dessas, 546 tomaram no estado de São Paulo. Agora, seguem sendo acompanhados pelos pesquisadores diariamente. Depois de seis meses, eles irão receber a visita dos pesquisadores para a coleta de exames de sangue. Além do Brasil, esse estudo está sendo conduzido nos Estados Unidos e África do Sul. Ao todo, serão 10.200 participantes nos três países.

AstraZeneca: a farmacêutica desenvolveu uma segunda versão da vacina que está em uso no país, buscando proteção contra a variante beta. Parte do ensaio clínico prevê que uma dose da nova versão da vacina (AZD2816) seja aplicada em pessoas que receberam as duas doses da versão atual da AstraZeneca (AZD1222). Agora, os pesquisadores também realizam um estudo pioneiro para avaliar a necessidade de uma 3ª dose após 12 meses em pessoas que tomaram as duas doses do imunizante. Em todo o país, já estão sendo testadas 4.600 pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Porto Alegre e Santa Maria (RS). O Brasil é o único, por enquanto, a fazer esse tipo de estudo, segundo os pesquisadores.

Unifesp: os pesquisadores devem dar início na segunda (16) a um novo estudo do Ministério da Saúde para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para Covid-19 para quem tomou Coronavac. A pesquisa será feita com 1.200 voluntários em São Paulo e Salvador em quem tomou as duas doses de Coronavac há seis meses. De acordo com a coordenadora do Centro de Referência de Imunobiologia Especial (Crie) da Unifesp, Dra. Lily Yin Weckx, o grupo será dividido em quatro: 25% vão receber como terceira dose a vacina da Pfizer, 25% da Astrazeneca, 25% da Janssen e 25% da Coronavac. O objetivo é saber se a terceira dose vai aumentar o número de anticorpos. Os pesquisadores também vão avaliar a segurança dessa terceira dose, possíveis reações, como febre e dor, já que serão testadas vacinas diferentes em cada grupo.

Butantan: o Instituto também se prepara para começar a pesquisa que irá avaliar a eficácia de uma terceira dose da Coronavac no Brasil. Na terça-feira (10), a fabricante Sinovac divulgou o resultado de um estudo feito na China. A dose adicional administrada em adultos e num prazo de seis a oito meses depois da segunda dose, aumentou em até cinco vezes o número de anticorpos no organismo.

Fonte: G1.Globo

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/eua-autorizam-3a-dose-da-vacina-contra-covid-19-para-os-transplantados/

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