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Grande SP tem menor consumo de carne dos últimos 26 anos; média da inflação na região superou a do país

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Inflação – O consumo de carne na Grande São Paulo em 2021 até agora é o menor dos últimos 26 anos por conta do aumento no preço dos produtos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial, ficou em 1,34% na Grande São Paulo, acima da média do Brasil, que foi de 1,20%. A prévia deste mês atingiu o maior índice em 26 anos.

O aumento do custo de vida está fazendo com que famílias passem a substituir produtos ou, em alguns casos, deixem de comprar alimentos básicos.

‘Estou vivendo com o básico. Faço um arroz, um feijão. Não vou ter vergonha de falar, tem vezes que compro uns pés de galinha, carcaça e pronto’, afirma Maria Alice Inácio, coletora de recicláveis.

“Anteontem até chorei ao ver o pessoal catando comida no caminhão de lixo, sabe? Que situação é essa? Anteontem foram eles, não sabemos do futuro, amanhã pode ser eu”, completou.

“Anteontem até chorei ao ver o pessoal catando comida no caminhão de lixo, sabe? Que situação é essa? Anteontem foram eles, não sabemos do futuro, amanhã pode ser eu”, completou.

A inflação faz com que o dinheiro passe a valer menos. Nos últimos cinco anos, gastos com comida, bebida e habitação foram os que mais subiram. Esses são os que mais pesam no bolso de quem ganha menos.

X Bine, líder comunitário que atende 3 mil famílias na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, afirma que, no último ano, as pessoas estão tendo que escolher entre comer e pagar as contas.

‘Vemos cada situação que é de cortar o coração. Tem criança pedindo uma bolacha para comer, e os pais não têm dinheiro para comprar. Estamos vivendo um momento em que está tudo caro. Ou a pessoa compra algum alimento para casa ou paga uma conta de luz”, afirma X Bine.

‘Vemos cada situação que é de cortar o coração. Tem criança pedindo uma bolacha para comer, e os pais não têm dinheiro para comprar. Estamos vivendo um momento em que está tudo caro. Ou a pessoa compra algum alimento para casa ou paga uma conta de luz”, afirma X Bine.

Maria de Fátima da Silva, está enfrentando essa situação. “Com R$ 100 no mercado, antigamente, dava para comprar coisinhas. Hoje não se compra mais nada. Com R$ 50 reais mal dá para comprar 1 kg de arroz, um óleo, um feijão ou dois. É um absurdo.”

Um levantamento realizado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) identificou que o custo de vida na região metropolitana é o maior desde fevereiro de 2016.

Entre outubro de 2020 e setembro de 2021, em média, o custo de vida subiu 10,27%. Para famílias com renda de até R$ 1.500, aumentou 12,42%.

Para o economista da Fecomercio-SP Guilherme Dietze, a situação não deve mudar no próximo ano.

“Por um lado, temos uma inflação elevada que impacta aqueles itens que compõem praticamente 70% dos gastos das famílias de renda mais baixa, por outro, temos um aumento do desemprego ou receio de perder o emprego. Um cenário desafiador para as famílias de renda mais baixa que vêm a cada mês tendo que gastar mais nos supermercados para comprar itens essenciais.”

“Por um lado, temos uma inflação elevada que impacta aqueles itens que compõem praticamente 70% dos gastos das famílias de renda mais baixa, por outro, temos um aumento do desemprego ou receio de perder o emprego. Um cenário desafiador para as famílias de renda mais baixa que vêm a cada mês tendo que gastar mais nos supermercados para comprar itens essenciais.”

Segundo Dietze, “a dificuldade deve permanecer ao longo de 2022, gerando esse efeito danoso para a questão socioeconômica das famílias”.

X Bine, líder comunitário, informou que a comunidade está recebendo doações pessoalmente ou por meio de transferências.

Fonte: G1.Globo

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