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Farmacêuticas pedem ajudam para contratar mão de obra

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Farmacêuticas pedem ajudam para contratar mão de obra
Foto: Rosangela Silveira

As indústrias farmacêuticas instaladas em Montes Claros (MG), bem como as que estão em processo de instalação, estão gerando cada vez mais oportunidades de empregos e procuram mão-de-obra qualificada, voltada para o segmento farmacêutico. Segundo a FIEMIG Regional Norte, os profissionais formados pelas instituições de ensino locais têm grade curricular com foco no comércio e as indústrias querem que sejam adequadas também às demandas das indústrias.

Para discutir o assunto, a FIEMIG reuniu representantes do setor para ouvir as demandas. Fabiana Tavares, diretora do Hipolabor – laboratório farmacêutico instalado no Distrito Industrial e que gera atualmente 450 empregos diretos -, destacou a necessidade da adequação das grades curriculares dos cursos de farmácia para atender às indústrias. “Não devem apenas formar profissionais que depois não terão qualificação específica para atender as demandas das indústrias farmacêuticas”, afirma.

O reitor do UniFipMoc, Marcelo Chaves, disse que as grades curriculares são definidas pelo Ministério da Educação e são rígidas, porém, nada impede que se possa procurar alternativas para qualificar melhor os profissionais. Ele informou que a instituição está prestes a iniciar um novo curso de farmácia e já abriu inscrições. Já o gestor da Grau Técnico, Marcelo Monteiro, destacou que a instituição tem mais de 100 mil alunos espalhados por suas diversas franquias no país e, pela expertise que detém, não vê dificuldades em atender à demanda.

O Polo Farmacêutico de Montes Claros abriga atualmente grandes indústrias do segmento, como a Novo Nordisk, MSD e Hipolabor. Em implantação tem a Eurofarma (que vai gerar mais de 2 mil empregos diretos) e o Cristália, que projeta mais de 700 vagas. Há ainda a possibilidade de instalação de mais um laboratório farmacêutico que já iniciou tratativas para a possível instalação de uma unidade em Montes Claros. Todas dependem de mão-de-obra qualificada para o segmento farmacêutico industrial.

O presidente da FIEMG Regional Norte, Adauto Marques, sugeriu a criação de um grupo conjunto – indústria, instituições de ensino e FIEMG – para discutir o assunto e criar um movimento dinâmico que permita aos jovens estudantes da região terem mais oportunidades de emprego, e que não precisem sair da região em busca de oportunidades. “Além disso, precisamos facilitar aos jovens o acesso ao primeiro emprego, por meio de uma integração escola/indústria”, acrescentou Marques.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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