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Morte por melanoma atinge 30% das pessoas com pele negra

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pele negra

A pele negra tem maior tendência a desenvolver casos mais graves de melanoma, de acordo com uma pesquisa divulgada na revista norte-americana Archives of Dermatology. Segundo o DataSus, 30% das mortes por melanoma foram em pessoas pretas e pardas, um dado preocupante visto que 88% da população brasileira não faz o uso diário de protetor solar.

As causas para esse problema passam pelo mito de que a pele negra não precisa de proteção solar, pela falta de protetores pensados para todos os tons e tipos de pele e pela lacuna de diversidade dentro da dermatologia. Em levantamento feito pelo Demand Space Afro.Br, cerca de 17% das pessoas negras buscam soluções e representatividade para pele mais retinta e cabelo crespo.

A pele negra também tem maior propensão de desenvolver hiperpigmentação, distúrbio responsável pelo aparecimento de manchas escuras na pele por conta da alta produção de melanina.

De acordo com a dermatologista Julia Rocha, o aparecimento de manchas causadas pela exposição ao sol é uma queixa comum entre as mulheres negras. “Hoje em dia a gente tem comprovação de que, por exemplo, a radiação ultravioleta A e a radiação da luz visível são desencadeadores das manchas na pele negra”, relata a profissional, que destaca ainda a necessidade de se promover uma educação solar disruptiva.

É mito de que a pele negra não precisa de proteção

“Apesar de, menos do que antes, ainda percebo esse mito de que a pele negra não precisa de protetor solar. No meu ponto de vista, mito se desfaz com ciência. E todas as ações são necessárias quando pensamos em formas de promover uma educação solar disruptiva quanto aos conceitos previamente pensados. Ter o embasamento científico como aliado permite a reunião de dados suficientemente relevantes para desconstruir crenças”, destaca.

Foi pensando nesta realidade que o Grupo L’Oréal no Brasil está lançando o programa “Dermatologia + Inclusiva”, que tem como objetivo expandir as pesquisas e trazer mais informações sobre pele, couro & fibra capilar de pessoas negras.

A companhia também lançou o edital para o Prêmio Dermatologia + Inclusiva, cuja intenção é reconhecer e estimular ações de pesquisas realizadas no Brasil que contribuam para o avanço do estudo da pele, couro & fibra capilar de pessoas negras em quatro territórios: fotoproteção e hiperpigmentação, acne, barreira da pele, couro e fibra capilar. A premiação, com valor total de R$ 200 mil, será concedida por meio de quatro prêmios individuais de R$ 50 mil.

Além disso, o Grupo L’Oréal no Brasil também anunciou que vai patrocinar a adesão de trinta dermatologistas brasileiros à Skin Of Color Society (SOCS), uma organização profissional internacional que promove a conscientização e a excelência na dermatologia de peles e cabelos de pessoas não brancas por meio de pesquisa, educação, orientação e Advocacy.

A área de medicina dermatológica ainda sofre com brechas de conhecimento científico e clínico sobre questões específicas da pele negra. Segundo pesquisa do Grupo L’Oréal, 44% dos dermatologistas se sentem parcialmente ou pouco preparados para diagnosticar e tratar todos os tipos e tons de pele e cabelos, o que torna a parceria fundamental para o avanço da dermatologia de peles e cabelos de pessoas não brancas com objetivos mútuos de alcançar equidade na saúde e excelência no atendimento aos pacientes no Brasil.

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