MIT desenvolve pílula para substituir termômetros
Dispositivo ingerível envia dados contínuos a partir do trato gastrointestinal
por Gabriel Noronha em
Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um sensor ingerível capaz de medir continuamente a temperatura corporal a partir do trato gastrointestinal, criando uma alternativa aos termômetros atualmente disponíveis no mercado. As informações são do jornal O Globo.
O dispositivo tem cerca de 6 milímetros de diâmetro e 4 milímetros de altura, tamanho inferior ao de soluções já existentes, reduzindo os riscos durante a ingestão.
A tecnologia foi criada para oferecer maior precisão em comparação aos termômetros convencionais, que captam a temperatura na superfície do corpo e podem não refletir com exatidão as variações internas.
Pílula termômetro tem desenvolvimento e funcionamento diferentes
Para viabilizar a miniaturização, os pesquisadores desenvolveram um circuito em chip de silício de aproximadamente 1 milímetro quadrado e utilizaram uma bateria de baixo consumo energético. Segundo a equipe, o dispositivo opera com cerca de 10 nanowatts.
O funcionamento do sensor se baseia em um sistema de comunicação por retroespalhamento. Uma antena externa emite sinais de rádio, que são modulados pelo dispositivo e devolvidos com as informações de temperatura. O modelo permite medições a cada segundo, com capacidade de detectar variações de até 0,01ºC.
De acordo com os pesquisadores do MIT, o sensor pode ser utilizado em diferentes contextos clínicos, como no monitoramento de pacientes imunossuprimidos ou submetidos à anestesia, além de aplicações fora do ambiente hospitalar, como acompanhamento de febre e controle de estresse térmico.
O dispositivo já foi testado em animais, com resultados considerados precisos tanto em repouso quanto em movimento. A próxima etapa do projeto inclui a realização de testes clínicos em humanos e a possível incorporação de novos sensores para monitoramento de outros sinais vitais.