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MS decide que não vai comprar vacinas da Sputnik V

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Mato Grosso do Sul não deverá comprar vacinas russas, da patente Sputnik, para dar continuidade a campanha de vacinação contra a covid-19, por conta das restrições impostas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Além disso, unidades federativas que fazem parte do Consórcio Brasil Central, também não devem adquirir esses imunizantes. São eles, além de MS, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Maranhão e Rondônia.

Apesar disso, o Consórcio Nordeste, composto pelos nove estados dessa região brasileira, deverá importar cerca de 1,1 milhões de doses até o final deste ano, autorizados de forma “excepcional e temporária”, da qual MS não vê vantagem.

Ao Campo Grande News, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, argumenta que as condições para aquisição dessa patente de imunizante, como o quantitativo permitido, são inadequadas. “Não é que desistimos, mas as condicionantes para comprar elas são muito ruins”.

O percentual [permitido] é insignificante. Só podemos comprar 1% para fazermos estudos, para depois verificar se é possível ampliar a compra”, diz.

O titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) entende que mesmo que essa vacina cumpra critérios exigidos pela Anvisa, Mato Grosso do Sul já estaria muito a frente na campanha vacinal. “Vamos acabar a imunização sem necessidade de compra e o tempo de espera seria muito longo. O que adianta fazer a compra se vai ser entregue daqui 90, 120 dias? Não vai fazer diferença, porque hoje somos o estado que mais vacina”.

Nesta segunda-feira (19), Resende afirmou que toda a população adulta do Estado poderá ser vacinada até o final de agosto, em cerca de 40 dias. Até o momento, segundo dados do governo de MS, quase 74% das pessoas com mais de 18 anos tomaram ao menos uma dose, enquanto cerca de 39,4% foram imunizadas.

“Temos a perspectiva de vencer a barreira no final do mês de agosto, que é a chamada imunidade de rebanho. 80% da população vacinada com D1 e D2, então do que adianta comprar uma quantidade ínfima e demorar entrega, e isso não vai fazer diferença nenhuma no processo vacinal em Mato Grosso do Sul”, explica Resende.

Fonte: Campo Grande News

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