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Nova diretoria da Anvisa desperta interesses de indústria e políticos

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Nova diretoria da Anvisa
Foto: Divulgação / Agência Brasil – Rafa Neddermeyer

Até o fim do ano, uma nova diretoria da Anvisa estará em atuação. Isso porque, das cinco cadeiras no mais alto escalão da agência, três ficarão vagas ainda em 2024, despertando o interesse da indústria e de políticos. As informações são da Folha de S. Paulo.

A autarquia, responsável por regular de medicamentos a agrotóxicos, lidava há dez anos com 22,7% do PIB nacional. Atualmente, estima-se que esse montante já esteja próximo dos 30%.

“A Anvisa não é apenas importante para a indústria farmacêutica, mas para o Brasil. Precisa de autonomia financeira e adequada estrutura humana e tecnológica para atender aos interesses de nossa população”, afirma Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma.

Mas isso tem seu lado ruim também. Para Alex Campos Machado, ex-diretor da agência e atual presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), falta infraestrutura. “(A agência) não tem hoje a infraestrutura capaz de dar toda a consequência que a lei atribui”, analisa.

Nova diretoria da Anvisa passa pelo Executivo 

Caberá ao presidente Lula indicar os novos diretores da agência. Uma vez indicados, esses profissionais passarão por uma sabatina no Senado, onde será decidida sua aprovação ou não.

Atualmente, quatro dos diretores foram indicados pelo chefe do Executivo anterior, Jair Bolsonaro, e a quinta cadeira é ocupada por uma substituta. Uma das indicações mais notórias do ex-presidente é exatamente o atual chefe do órgão, Antonio Barra Torres.

Militar, ele foi indicado à Anvisa em 2019, momento em que o antigo governo desejava ter mais controle sobre o órgão regulador. O movimento funcionou apenas por um tempo pois, durante a pandemia, mesmo com um apoio inicial, Barra Torres acabou rompendo com a ideologia do político.  Seu mandato chega ao fim em 21 dezembro.

Agência sofre com a falta de mãos 

Uma das principais dores da agência nos últimos anos foi a falta de servidores. De acordo com a direção do órgão, deveriam se somar mais 1 mil profissionais aos atuais 1.667 colaboradores, mas o concurso liberado pelo governo prevê apenas 50 novos funcionários para o ano.

A título de comparação, há pouco mais de quinze anos, em 2007, o quadro da agência era composto por 2.300 servidores. Ou seja, atualmente, a autarquia trabalha com pouco mais de 70% de sua força.

Autarquia quer relacionamento mais próximo com startups 

Um dos objetivos da agência é fomentar o desenvolvimento de medicamentos inovadores, sejam eles biotecnológicos, fitoterápicos ou sintéticos. E, para tal, ela contará com a ajuda das startups.

O órgão irá auxiliar essas empresas a compreender e se preparar para o processo regulatório de remédios, garantindo que esses fármacos atendam a necessidade dos pacientes de maneira mais breve possível.

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