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Não medicamentos e MIPs sustentam avanço do varejo farmacêutico

Não medicamentos e MIPs sustentam o avanço do varejo farmacêutico em 2020

Os artigos de higiene e beleza e medicamentos isentos de prescrição (MIPs) foram determinantes para fortalecer o varejo farmacêutico em 2020, segundo apontam as principais consultorias e entidades representativas do setor.

Impulsionado por essas categorias, o grande varejo farmacêutico alcançou faturamento recorde em 2020. O montante de R$ 58,2 bilhões obtido pelas 26 redes que integram a Abrafarma foi 8,8% superior ao resultado do ano anterior. Mas os não medicamentos movimentaram R$ 18,7 bilhões e tiveram um avanço de 9,16%, enquanto os MIPs registraram incremento percentual de 17,67%, chegando pela primeira vez à casa dos R$ 10 bilhões em receita.

Mais exigente e preocupado com a imunidade e o bem-estar, o consumidor das farmácias possibilitou uma expressiva evolução no tíquete médio, que saltou de R$ 55,07 para R$ 65,69. “Com esse cenário, as farmácias ganharam relevância como canal de compras, permitindo a aquisição de uma ampla cesta de produtos em um só lugar”, comenta Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Crescimento das associativistas

Já nas redes associadas à Febrafar, pela primeira vez, os não medicamentos representaram 25% de todo o faturamento das farmácias associativistas. “O consumidor se reinventou, mas tivemos que nos reinventar em muitos pontos, até na estrutura das lojas. Uma das associadas, por exemplo, sequer tinha uma operação de delivery, mas que foi estruturada em apenas 15 dias”, explica Edison Tamascia, presidente da entidade.

Crescimento em valores com maior mix de categorias

Segundo dados da Close-Up, o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 12,1% em valores no último ano (R$ 129,2 bilhões). Para Paulo Paiva, vice-presidente Latam da consultoria, os números sugerem que as outras categorias conquistaram relevância nas gôndolas.

“Destaque para os polivitamínicos, cuja evolução foi de 62,6% nas vendas. E as farmácias com mix mais diversificado em estoque levaram vantagem, pois o volume de produtos foi o maior impulso para a alta nos MIPs. No caso dos não medicamentos, o fator preço ajudou na competitividade”, avalia.

Pelo estudo da Close-Up, Johnson & Johnson e P&G são os principais players para o segmento de não medicamentos no canal farmácia, enquanto as melhores performances estão com Nestlé e L’Oréal. Pampers, Rexona e Dove são as marcas de não medicamentos mais vendidas no canal farmácia.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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