Parceria entre Amazon e Magalu reforça nova dinâmica do varejo digital
Varejistas apostam em integração de marketplaces para ampliar presença
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Um novo acordo entre Magalu e Amazon permitirá que a varejista brasileira comercialize seus produtos diretamente na plataforma da multinacional americana. Anunciada nesta segunda-feira, dia 8, a parceria está em fase inicial e pode ser expandida nos próximos meses. As informações são do NeoFeed.
Neste momento, todos os produtos vendidos pela Magalu no e-commerce americano serão distribuídos pela Magalog, braço de logística da empresa. Em uma etapa posterior, a proposta é que outros itens comercializados pela Amazon também passem a ser entregues pela transportadora brasileira.
Amazon e Magalu ganham mais alcance com o acordo
A parceria permite que os produtos da varejista alcancem uma nova audiência, ao mesmo tempo em que a multinacional otimiza suas rotas de entrega no Brasil com apoio logístico adicional.
“Tudo que eu vender na Amazon, vou entregar com a minha logística. Ela tem uma audiência que eu não tenho, e eu tenho uma audiência que ela não tem”, explica Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza. “Hoje em dia o Brasil é um mercado no qual não existe uma plataforma dominante. Você tem várias com audiências significativas”, complementa.
Estimativas da Magalu indicam que ao menos três quartos das vendas realizadas por meio da Amazon virão de consumidores que ainda não fazem parte do ecossistema do grupo.
Esse resultado representaria um avanço relevante nas receitas. Em 12 meses, o grupo acumulou R$ 63 bilhões em vendas apenas em sua plataforma. Já no balanço do quarto trimestre de 2025, os negócios em marketplaces de terceiros responderam por 45,5% do faturamento total. A companhia já está presente em plataformas como AliExpress, Livelo e Itaú Shop.
Ainda de acordo com o executivo, apenas o marketplace do banco brasileiro já representa um “negócio de bilhão por ano”. “O foco é ampliar a dominância nas categorias em que somos líderes”, acrescenta.
O movimento, no entanto, não é novo. Em um cenário no qual os players buscam ampliar a exposição de seus produtos em diferentes plataformas, as Casas Bahia anunciaram, no ano passado, uma iniciativa semelhante com o Mercado Livre e, em março deste ano, firmaram outro entendimento com a própria Amazon.