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Pesquisadores brasileiros usam nióbio para combater vírus e bactérias

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais conseguiram usar o nióbio para combater vírus e bactérias. Agora, eles estudam a possibilidade de criar um fungicida à base desse mineral.

O gel clareador dental foi o primeiro produto desenvolvido pelo laboratório de química da UFMG com as nanopartículas de nióbio, um mineral encontrado principalmente, em Minas Gerais e Goiás. Durante o processo, os pesquisadores constataram que, além de clarear os dentes, o produto matava as bactérias que causam a cárie. A partir daí, surgiu uma dúvida.

‘Como a gente sabia da estrutura molecular que constituía a molécula para cárie, nós vimos que essa molécula pode ser que tenha utilidade para vírus. Aí nós fizemos alguns testes preliminares e vimos que realmente ela tinha essa função também’, conta Jadson Cláudio Belchior, professor departamento de química UFMG.

‘Como a gente sabia da estrutura molecular que constituía a molécula para cárie, nós vimos que essa molécula pode ser que tenha utilidade para vírus. Aí nós fizemos alguns testes preliminares e vimos que realmente ela tinha essa função também’, conta Jadson Cláudio Belchior, professor departamento de química UFMG.

No período dessa descoberta, o Brasil estava no pico da pandemia. Em pouco tempo, os pesquisadores desenvolveram também um spray pediátrico que, além de combater o vírus da Covid, é eficaz, ainda, contra os vírus que causam a herpes e a hepatite. O produto já foi aprovado pela Anvisa e vai ser produzido por uma empresa, no interior do estado, em escala comercial.

Se essas nanopartículas de nióbio são eficazes contra vírus e bactérias, será que não seriam também contra fungos? Se sim, será que poderiam ser usadas em plantações, substituindo alguns tipos de agrotóxicos? Os pesquisadores começaram a investigar essa hipótese e os resultados são bem promissores.

Foram desenvolvidos três fungicidas que estão sendo testados por quatro empresas de defensivos agrícolas; três delas multinacionais. O projeto tem parceria com uma startup de Belo Horizonte.

‘Baixíssima toxicidade, tanto para planta – ele não é fitotóxico – e, também, não tem toxicidade para o humano. Nem para quem vai aplicar no campo, nem para quem vai ingerir aquele alimento depois pós colheita’, afirma Cintia de Castro Oliveira, professora departamento de química UFMG.

‘Baixíssima toxicidade, tanto para planta – ele não é fitotóxico – e, também, não tem toxicidade para o humano. Nem para quem vai aplicar no campo, nem para quem vai ingerir aquele alimento depois pós colheita’, afirma Cintia de Castro Oliveira, professora departamento de química UFMG.

A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estuda uma parceria com a UFMG e diz que o estudo pode trazer uma das maiores modificações científicas no campo das últimas décadas.

‘Se esse mecanismo se demonstrar promissor, vai abrir um potencial para geração de não só um novo fungicida, mas uma classe de fungicidas baseados nessa tecnologia. Isso é bastante disruptivo e se os estudos mostrarem que ele é eficiente e seguro, vai ser uma grande inovação para agricultura brasileira’, afirma Francisco Adriano de Souza, pesquisador Embrapa.

‘Se esse mecanismo se demonstrar promissor, vai abrir um potencial para geração de não só um novo fungicida, mas uma classe de fungicidas baseados nessa tecnologia. Isso é bastante disruptivo e se os estudos mostrarem que ele é eficiente e seguro, vai ser uma grande inovação para agricultura brasileira’, afirma Francisco Adriano de Souza, pesquisador Embrapa.

Fonte: G1.Globo

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