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Por que faltam antibióticos para crianças nas farmácias atualmente?

Mais desesperador que ter um filho doente é não conseguir o tratamento. Atualmente, faltam antibióticos infantis nas principais farmácias da cidade de São Paulo e Grande São Paulo para tratamento de doenças como pneumonia, otite e amigdalite. A coluna entrou em contato com várias drogarias e conversou com algumas famílias que tiveram dificuldade em comprar antibióticos para os filhos. Atendentes das farmácias disseram que a procura é grande por amoxicilina, azitromicina, clavulanato e há falta de estoque. Não há previsão para regularizar.

O infectologista pediátrico Marcelo Otsuka explica que as crianças estão mais vulneráveis a infecções nessa época do ano, principalmente porque ficaram dois anos usando máscara na pandemia de Covid-19, em isolamento social e com medidas de higiene adequada e reforçada. ‘A pandemia reduziu as infecções respiratórias, foram dois anos sem quase ficar doente. Os prontos-socorros pediátricos ficaram vazios porque as crianças estavam sem ir à escola, usavam máscaras e seguiam cuidados de higiene adequados. Agora, esse ano, temos crianças mais suscetíveis a infecções. Isso justifica um grande número de casos de crianças indo para o hospital ou ficando internadas, algumas com quadros graves, com vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus e Influenza’, explica o médico.

Ele destaca, ainda, que a redução do consumo desses tipos de antibióticos em 2020 e 2021 também implica em redução na produção. Outro fator é o custo de produção dos antibióticos, que aumentou. Alguns médicos prescrevem várias opções na receita para ajudar os pais na hora da procura pelo antibiótico. É o caso da Eliane Borges, que peregrinou por farmácias da capital paulista até conseguir o remédio para a filha Bella, de 2 anos. ‘Só consegui no segundo dia de procura. Isso causa angústia nos pais. Minha filha tinha dor. E algumas amigas também enfrentaram situação parecida. Uma delas precisou retornar ao médico para trocar a receita’, relata.

Falta matéria-prima, diz entidade

Sérgio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), disse que um dos motivos do desabastecimento é a falta de matéria-prima. ‘Quase 95% dos medicamentos no país dependem de matéria-prima originária principalmente da China, que teve as exportações afetadas porque está mais uma vez em lockdown para conter a nova onda de casos de Covid-19. Além da maior dificuldade para a chegada de insumos ao país, tivemos uma espécie de efeito dominó, pois outros produtos que estavam faltando exigiram mais dedicação da indústria, acarretando a redução na fabricação de outros produtos’, afirma Mena Barreto. O setor laboratorial também notou maior procura por exames, como VSR e Influenza, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/ Medicina Laboratorial, Sérgio Brazão. ‘Importante ter nos laboratórios de pronto atendimento do país exames para detectar Influenza, VSR, para facilitar o diagnóstico e proporcionar um tratamento mas eficaz’, diz Brazão.

Fonte: Comunico AM

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/faltam-antibioticos-em-farmacias-de-sao-paulo/

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