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‘Prévia’ do PIB do Banco Central indica queda de 0,14% no 3º trimestre e possível recessão

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O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,14% no terceiro trimestre de 2021 na comparação com os três meses anteriores.

Veja também: Mercado financeiro sobe estimativa de inflação e vê alta do PIB menor que 1% em 2022

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

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O IBC-BR do Banco Central é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os números oficiais serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2 de dezembro.

O resultado divulgado nesta terça-feira (16) pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.

O recuo da prévia do PIB no terceiro trimestre aconteceu após retração também nos três meses anteriores, entre abril e junho deste ano. Segundo a instituição, o IBC-Br registrou queda de 0,35% nesse período (valor revisado).

Com isso, o indicador apontou a possibilidade de uma recessão técnica, que se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do PIB.

Em 2020, o PIB do Brasil registrou queda de 4,1%, representando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.

Para 2021, analistas de instituições financeiras projeta alta de 5,3%, assim como o governo.

Queda em setembro

Segundo o Banco Central, o nível de atividade medido pelo IBC-Br registrou queda pelo segundo mês seguido em setembro, recuando 0,27% na comparação com o mês anterior. O indicador foi calculado após ajuste sazonal.

Veja outros dados:

  • Na comparação com setembro de 2020, o IBC-Br registrou alta de 1,52%;
  • Na parcial de janeiro a setembro, o IBC-Br apresentou alta de 5,88%;
  • No acumulado dos 12 meses até setembro de 2021, houve alta de 4,22%.

Pandemia e inflação

O resultado divulgado pelo BC acontece em um momento em que o país tenta se recuperar dos efeitos econômicos da pandemia.

Para tentar evitar um impacto ainda maior, o governo anunciou no ano passado uma série de medidas, com impacto de R$ 524 bilhões nos gastos públicos.

No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou em alta de 4,52%, a maior desde 2016.

A expectativa do mercado financeiro para 2021, segundo pesquisa do Banco Central, é que a inflação chegue a 9,77%.

PIB X IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para agropecuária, indústria e setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (analisado pelo IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com um maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária.

Em outubro, o BC elevou a taxa Selic para 7,75% ao ano. Foi a sexta elevação seguida. A previsão do mercado financeiro, com a alta da inflação, é de que a taxa básica de juros continue subindo, terminando 2021 em 9,25% ao ano e 2022 em 11% ao ano.

Fonte: G1

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