Rede de farmácias sofre dois roubos em 24 horas
Crimes ocorreram na zona oeste de São Paulo e tiveram como alvo medicamentos, incluindo canetas emagrecedoras
por Adriana Bruno em
Duas lojas da Drogaria São Paulo foram foi alvo de tentativas de roubo em menos de 24 horas na zona oeste de São Paulo. Os crimes ocorreram entre a noite de terça-feira (1) e a madrugada de quarta-feira (2), nas regiões de Vila Madalena e Perdizes. As informações são do Metrópoles.
Segundo a notícia divulgada, as duas ocorrências provocaram um prejuízo estimado em R$ 132 mil. A Polícia Militar (PM) conseguiu intervir nos dois casos antes da conclusão dos crimes e prendeu os suspeitos.
Canetas emagrecedoras entre os produtos visados
Em ambas ocorrências, os criminosos tinham como alvo medicamentos, incluindo canetas emagrecedoras. Na segunda ocorrência, em Perdizes, foram recuperados 76 medicamentos, avaliados em mais de R$ 72 mil.
Até o momento, não foi confirmado se os dois crimes têm alguma relação.
Primeiro roubo ocorreu na Vila Madalena
Na unidade da rede na Vila Madalena. Um homem foi preso e três adolescentes foram apreendidos.
De acordo com as informações divulgadas, os envolvidos recolhiam dinheiro e mercadorias no interior da farmácia. Entre os produtos recuperados estavam canetas emagrecedoras, e o valor total dos medicamentos chegou a R$ 60 mil.
Na ocorrência na unidade localizada na rua Cardoso de Almeida, em Perdizes, além dos 76 medicamentos recuperados, avaliados em R$ 72.911,59, uma motocicleta que teria sido utilizada pelos assaltantes foi apreendida.
Os episódios reforçam a atenção que o varejo farmacêutico precisa dedicar à segurança das lojas, proteção de estoques e prevenção de perdas, especialmente diante da ação de criminosos interessados em medicamentos de maior valor.
Roubos também acontecem no transporte dos medicamentos
Medicamentos permanecem entre as mercadorias mais vulneráveis pelo alto valor agregado, demanda permanente e facilidade de comercialização no mercado ilícito. Em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico, Paulo Maia, presidente executivo da ABRADIMEX, diz que o problema antecede a chegada das canetas para obesidade. Segundo ele, produtos oncológicos, imunobiológicos, terapias para doenças raras, fatores de coagulação e imunoglobulinas sempre despertaram o interesse das quadrilhas.
“O roubo de cargas de medicamentos de alto custo deixou de ser um crime patrimonial e passou a representar também um problema de saúde pública”, acredita. O executivo lembra que muitos desses produtos precisam ser mantidos entre 2°C e 8°C e, após serem alvo dos bandidos, não há como garantir a integridade da cadeia de frio.