Remédios para incontinência urinária devem movimentar R$ 136,89 bilhões
Envelhecimento populacional impulsiona o mercado
por Gabriel Noronha em
Uma pesquisa da Euromonitor International revelou que o mercado brasileiro de medicamentos para incontinência urinária pode mais do que dobrar nos próximos anos, atingindo R$ 11,7 bilhões anuais até 2030. As informações são do Valor Econômico.
O valor representaria um avanço de 150% em relação aos R$ 4,67 bilhões movimentados pela categoria em 2025. No mundo, o segmento gerou aproximadamente R$ 81,93 bilhões em 2024, podendo alcançar até R$ 136,89 bilhões em 2034, segundo dados da Global Market Insights.
O principal impulsionador desse crescimento, segundo as pesquisas, é o envelhecimento da população, somado a fatores como o perfil cada vez mais ativo das pessoas e outras mudanças demográficas.
Esse maior vigor reforça subcategorias que vão além das antigas fraldas geriátricas, como absorventes e especialmente roupas íntimas, as chamadas pants.
Empresas apostam no mercado brasileiro de incontinência urinária
Um grande indicador do potencial desse mercado é o número de empresas que têm concentrado ou reforçado suas ações no Brasil. A Essity, dona da marca Tena, investiu mais de R$ 100 milhões na ampliação de sua fábrica em Jarinu, no interior de São Paulo.
A companhia, junto à Kimberly-Clark, é responsável por diversas ações publicitárias que contaram com a participação da atriz Claudia Raia, da influenciadora digital Lore Improta e da jornalista Catia Fonseca. As campanhas foram desenhadas para enfrentar o tabu que envolve o tema e ampliar o conhecimento sobre produtos para diferentes graus de incontinência.
“Produtos de incontinência urinária são o futuro. É um mercado bem aquecido e com muito potencial em todo o mundo. A taxa de natalidade está muito baixa, o que enfraquece as vendas de fraldas infantis. Nosso negócio triplicou no Brasil nos últimos cinco anos”, afirma Eduardo Monge, gerente de marketing de bens de consumo da sueca Essity para Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
“Quando comparamos com outros nichos, como fraldas infantis e absorventes, vemos que a categoria de incontinência ainda está em uma fase mais incipiente em termos de penetração e maturidade. A categoria de incontinência tem espaço para se tornar tão cotidiana quanto as outras, justamente porque está ligada a necessidades reais de um número crescente de pessoas”, adiciona Marília Zanoli, diretora de marketing da Kimberly-Clark no Brasil.