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Rotatividade de funcionários de farmácias beira 40% ao ano

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Foto: Canva

A alta rotatividade de funcionários de farmácias vem representando um dos principais entraves para a eficiência operacional do setor. Segundo dados da Farmacon, a taxa de turnover no varejo farmacêutico varia entre 30% a 40% ao ano, um índice significativamente superior ao de outros segmentos.

“Esse cenário impõe desafios não apenas para a gestão de recursos humanos, como também para as finanças, a manutenção da qualidade no atendimento ao cliente e a consistência nos resultados de vendas”, enfatiza Marcus Cordeiro, founder da consultoria.

A tradução dessa realidade em números escancara o custo da rotatividade, que em média varia de 20% a 30% do salário anual de um colaborador. Para uma farmácia com dez profissionais e média salarial anual de R$ 30 mil por pessoa, o turnover pode gerar despesas que ultrapassem R$ 90 mil – um ônus principalmente para a farmácia independente.

Fatores que contribuem para a alta rotatividade de funcionários

A alta rotatividade pode ser atribuída a diversos fatores, na visão de Cordeiro. Entre as principais motivações estão os equívocos nas contratações, ausência de benefícios e incentivos. Problemas comportamentais surgidos no dia a dia, muitas vezes mal mensurados no processo de recrutamento, e falta de liderança completam a lista.

  • Contratações inadequadas: A falta de uma análise detalhada do perfil comportamental dos candidatos pode resultar na seleção de profissionais que não se adaptam à cultura organizacional da farmácia
  • Falta de benefícios e incentivos: A ausência de benefícios competitivos e de um plano de carreira bem definido desmotiva os colaboradores, levando-os a buscar oportunidades mais atraentes em outros lugares
  • Ambiente de trabalho e liderança: Um ambiente de trabalho desfavorável e sem abertura ao diálogo, somado a práticas de liderança inadequadas, pode aumentar a insatisfação dos funcionários
  • Falta de padrão ético e desempenho dos colaboradores: Problemas de comportamento e desempenho podem surgir, agravando a situação e criando um ciclo vicioso de contratações e demissões

Impactos do turnover

A alta rotatividade gera custos adicionais significativos, incluindo:

  • Custos de Recrutamento e Seleção: Gastos com anúncios de vagas, agências de recrutamento e tempo investido no processo de seleção
  • Treinamento de Novos Funcionários: Recursos dedicados à formação de novos colaboradores, que muitas vezes levam meses para atingir a produtividade desejada
  • Perda de Conhecimento e Experiência: A saída de funcionários experientes leva consigo um conhecimento valioso que não é facilmente substituído

Em média, um colaborador permanece em uma farmácia por cerca de 18 a 24 meses. “Este período relativamente curto requer uma estratégia contínua de recrutamento e treinamento, além de esforços constantes para manter os funcionários engajados e motivados”, ressalta Cordeiro.

Segundo o executivo, o percentual ideal de turnover para farmácias variaria entre 10% a 15% ao ano. Esse índice permite uma renovação saudável da equipe sem comprometer a estabilidade e a eficiência operacional.

Estratégias para reduzir a rotatividade alta

Para mitigar o turnover e manter uma equipe estável, as farmácias podem adotar diversas estratégias, desde a fase de contratação até a manutenção do colaborador na empresa. “O gestor pode começar por implementar testes de perfil comportamental para garantir que os candidatos tenham a atitude e valores alinhados com a cultura da companhia. Outro passo é utilizar entrevistas estruturadas para avaliar competências técnicas e comportamentais de forma mais precisa”, explica Cordeiro.

Um pacote de benefícios atraente, que inclua assistência médica, vale-alimentação, bônus por desempenho e programas de bem-estar, ajuda a mitigar riscos de rotatividade. Também é importante estruturar um plano de carreira claro, oferecendo oportunidades de desenvolvimento profissional por meio de treinamentos e programas de mentoria.

“O líder também deve contribuir para criar um ambiente de trabalho mais acolhedor e motivador, com uma cultura de comunicação aberta e feedback constante, onde os colaboradores se sintam ouvidos e valorizados”, finaliza Cordeiro.

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