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Sanofi lança bolsa para grupos minorizados

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Sanofi
Foto: Canva

A Sanofi lançou nesta quinta-feira, dia 29, um programa de bolsa de estudos e de iniciação profissional que visa a ampliar a participação de grupos minorizados na área da saúde. Neste primeiro ano, a Bolsa Sanofi Geração do Futuro vai oferecer 10 bolsas para alunos negros, homens e mulheres, da Universidade Zumbi dos Palmares, que estejam cursando os dois últimos anos de direito, publicidade e propaganda e administração.

Os estudantes selecionados passarão a estagiar na Sanofi e terão integrações com bolsistas de outros quatro países que participam do programa: Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. A Bolsa Sanofi Geração do Futuro integra a iniciativa Um Milhão de Diálogos, que tem como objetivo fomentar a confiança de grupos minorizados na área de saúde, com o investimento global de €50 milhões até 2030.

Sanofi inclui eventos com profissionais de saúde

Além da bolsa de estudos, o programa também inclui uma série de eventos de diálogos com grupos minorizados e profissionais de saúde e já divulgou no início do ano uma pesquisa sobre a lacuna de confiança entre as populações minorizadas e o sistema de saúde.

“Estamos confiantes de que Um Milhão de Diálogos irá apoiar essa jornada de fortalecimento da confiança dos grupos minorizados na área de saúde. Dessa forma, por meio das bolsas de estudo, temos o objetivo de ajudar a construir uma geração de líderes mais diversa. Queremos que a área de Saúde reflita mais a realidade da nossa sociedade. Para isso, temos uma estratégia de atração e retenção de talentos para acelerar a inclusão de profissionais diversos”, afirma Neila Lopes, head de Diversidade e Cultura da Sanofi Brasil.

A pesquisa

A iniciativa Um Milhão de Diálogos, da qual a Bolsa Sanofi Geração do Futuro faz parte, surgiu em decorrência dos resultados da pesquisa global da Sanofi com 11.500 pessoas em cinco países (Brasil, França, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) sobre suas experiências com saúde, com grandes amostras provenientes de grupos minorizados. A maioria das pessoas desses grupos relatou ter ocorrido alguma experiência de saúde negativa, levando a baixos níveis de confiança.

No Brasil, pessoas negras e de outros grupos raciais têm mais probabilidade de sentirem-se ‘indesejadas’ por um prestador de saúde ou pelo sistema de saúde no geral (23% contra 18% das pessoas brancas), já as pessoas do sexo feminino dizem ter mais dificuldade em receber orientações adequadas e serem ouvidas em comparação aos pares do sexo masculino (38% contra 30%).

Ainda segundo o estudo, 87% das pessoas com alguma deficiência no Brasil disseram ter experiências que prejudicaram sua confiança na área de saúde, contra 77% das pessoas sem deficiência. Para os membros da comunidade LGBTQIAP+ essa diferença foi semelhante (86% contra 77% de seus pares que não fazem parte da comunidade).

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