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Setor farmacêutico é lanterna em bem-estar

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setor farmacêutico
Divulgação: Canva

O setor farmacêutico parece não estar em sintonia com o bem-estar corporativo. O segmento ocupa a lanterna em um levantamento da plataforma de saúde mental Zenklub, que envolveu entrevistas com mais de 300 empresas e 600 mil profissionais. As informações são da Você RH.

A pesquisa vai ao encontro de uma tendência universal, que revela crescentes problemas emocionais e mentais envolvendo profissionais de saúde das mais diferentes áreas.

O ranking foi elaborado com base em métricas relacionadas a situações abusivas, relacionamento com colegas e lideranças, desconexão e preocupação com o trabalho, exaustão e incidência de casos de burnout, entre outros. O nível de bem-estar deve ser igual ou superior a 78 pontos para considerar uma empresa realmente saudável.

Nem o setor líder em bem-estar corporativo escapa a essa estatística. A área de tecnologia somou 71,5 pontos e ainda ocupa o estágio intermediário. O mercado farmacêutico, porém, figura com apenas 60,3 pontos entre os 12 segmentos avaliados. Os quesitos em que o setor se saiu pior foram “bom trabalho em equipe” e “exaustão no trabalho”.

bem estar ranking

Setor farmacêutico sofre com ansiedade e depressão 

O estudo, em geral, revela como a alta incidência de ansiedade e depressão afeta os índices de bem-estar corporativo. Segundo a pesquisa, 32% dos entrevistados revelaram ter sintomas moderados ou moderados a graves de ansiedade e 10% informaram ter sintomas severos. Os percentuais são maiores entre pessoas de 18 a 30 anos (37%). Já em relação à depressão, 36% das pessoas convivem com sintomas de moderados a graves; 31%, graves; e 22%, moderados.

Medicamentos para depressão ganharam fôlego nas vendas

Não à toa, a venda de medicamentos genéricos para depressão cresceu 56% em dois anos de pandemia, segundo levantamento realizado no ano passado pela PróGenéricos, com base em indicadores da IQVIA.

A procura pelos antidepressivos genéricos avançou acima da demanda total por essa classe de medicamentos. O mercado de medicamentos de referência e similares dessa categoria teve alta de “apenas” 37%. As moléculas com maior demanda foram escitalopram, sertralina, amitriptilina, fluoxetina e venlafaxina.

Depressão no Farmácia Popular

O Brasil é o primeiro país do mundo em casos de transtorno de ansiedade e o segundo na incidência da doença, o que motivou os debates sobre a incorporação dos antidepressivos na rede pública.

Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que autoriza a Fiocruz a disponibilizar gratuitamente esses remédios no Programa Farmácia Popular. O PL 4680/20 é de autoria do parlamentar Geninho Zuliani (União Brasil-SP) e teve parecer favorável de Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

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