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Maconha medicinal: SP soma 37,5% das autorizações de importação no Brasil

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São Paulo tem a maior taxa de pacientes em números absolutos autorizados a importar a Cannabis medicinal. O Estado sudestino representa 37% do total, seguido pelo Rio de Janeiro (17,8%) e Minas Gerais (7,5%).

Veja também: Uso de cânabis medicinal no Brasil aumenta quase 300%

‘Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro registram o maior número de autorizações porque muitas vezes são os Estados que têm mais médicos e universidades [aptas ao estudo da cannabis medicinal]’, declarou ao Poder360 o diretor-executivo da BRCann (Associação Brasileira da Indústria de Canabinoides), Tarso Araújo.

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Eis a íntegra (778KB) do relatório da BRCann com informações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Desde 2019, a Anvisa libera a venda de produtos à base de Cannabis em farmácias do país.

No entanto, a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 327/2019 estabelece que a venda será restrita à prescrição médica e retenção de receita, e só poderá ser realizada em farmácias e drogarias, vetada em farmácias de manipulação.

O plantio de Cannabis para pesquisa e produção de medicamentos foi barrado pelos diretores da agência reguladora.

DISTRITO FEDERAL

A Capital aparece na frente com 35 pacientes no rol de concessões da Anvisa quando se analisa o número de pessoas a cada 100 mil habitantes. O número representa quase 3 vezes mais do que a média brasileira de 9 pacientes a cada 100 mil habitantes.

O levantamento classifica o grupo em pacientes porque tem autorização de uso do CBD com prescrição e orientação médica.

‘O Distrito Federal provavelmente puxa a lista das unidades federativas com a maior densidade de pacientes porque além de ser uma UF com poder aquisitivo alto, a 1ª paciente a conseguir autorização para importar a cannabis medicinal legalmente para o Brasil foi a Anny Fischer, que é de Brasília. Então acho que eles contribuíram muito para conscientização’, disse o diretor-executivo da BRCann.

Em entrevista ao Poder360, Katiele Fischer, de 40 anos, disse que a família ‘teve que quebrar o próprio preconceito’ quando soube que teria que fazer uso da maconha medicinal em sua filha caçula Anny, de 13 anos.

No dia 24 de novembro, em 1 ato a favor do uso medicinal da maconha, Katiele defendeu o tratamento e disse que, graças ao CBD, a qualidade de vida de Anny é garantida.

Atualmente, o Brasil tem 41.100 pessoas autorizadas a importar os derivados do CBD, sigla para canabidiol. A substância é um componente da Cannabis, nome científico da planta de maconha.

PANORAMA GERAL

A pesquisa mostra a evolução de novas autorizações para importação de produtos à base de cannabis de 2015 a 2021.

Os números deste ano, coletados de janeiro a agosto de 2021 (19.145), superaram o total de 2020 (15.566) no ano passado.

Essa é a maior taxa desde o início da série histórica iniciada em 2015 -quando registrava 781 concessões.

FAIXA ETÁRIA

O relatório indica ainda as autorizações por faixa etária. Os dados mostram que o número de crianças (0 a 10 anos) com a concessão caiu para mais da metade de 2015 (51%) a 2019 (21%).

No estrato que considera idosos (65+), por outro lado, o total foi triplicado em 4 anos, passando de 7 a 21.

‘Em 2015, as prescrições de pacientes com até 10 anos era 50%; hoje são só 20%. Enquanto que a dos idosos era cerca de 6% e agora é quase 24%. Ou seja, a participação dos idosos no total de autorizações concedidas por ano aumentou e desde 2019 é maior do que a dos pacientes pediátricos’.

Tarso analisa que a demanda no estrato de idosos está aumentando principalmente pelo maior número de indicações sobre a cannabis.

‘Há alguns anos se prescrevia cannabis medicinal para crianças com epilepsia. Hoje em dia sabem-se outros benefícios do tratamento, como dor crônica, doença de Parkinson, mal de Alzheimer, ansiedade e depressão’.

Em entrevista ao Poder360, a doutora Maria Teresa Jacob, pós-graduada em endocanabinologia explicou os benefícios da Cannabis medicinal no tratamento de doenças.

‘Como ela atua no sistema do canabinóide que está presente no corpo todo, pode ajudar no tratamento coadjuvante em diferentes patologias, desde doenças neurodegenerativas, como Parkinson, alzheimer, e doenças do aparelho reprodutor feminino, de saúde mental e agentes antitumorais’, declarou.

Fonte: Poder 360

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