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Três farmacêuticas detêm 21% das vendas no PDV farma

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Três farmacêuticas detêm 21% das vendas no PDV farmaNum universo de 454 farmacêuticas existentes no país, três indústrias concentram 21% das vendas no varejo farma nacional. Nos últimos 12 meses até setembro, Grupo NC, Hypera Pharma e Eurofarma somam R$ 31,5 bilhões de faturamento em farmácias e drogarias. Se considerados os oito laboratórios com maior faturamento, a concentração chega a 38% (veja ranking abaixo).

TOP 8 FABRICANTES – INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
(em R$ bilhões nos últimos 12 meses e avanço %)

Três farmacêuticas detêm 21% das vendas no PDV farma
Fonte: IQVIA

 

Genéricos como motor do crescimento

A Eurofarma e o Grupo NC são os que mais cresceram – 15,6% e 15,3%, contra 12,2% da média geral do setor, que movimentou R$ 147,4 bilhões no varejo farmacêutico entre outubro de 2020 e setembro de 2021. Curiosamente, são as únicas duas farmacêuticas a ter nos genéricos o carro-chefe das vendas.

Essa categoria responde por 51,2% do portfólio da EMS, principal braço do Grupo NC. Como parâmetro, os genéricos são apenas 14% do volume de negócios da Hypera Pharma. Uma das mais recentes apostas da indústria nesse segmento foi o genérico do anticoagulante rivaroxabana, para tratamentos de acidente vascular, cerebral, embolia e trombose. Em 2020, este medicamento vendeu 4,4 milhões de unidades e a expectativa é deter de 30 a 40% de share nessa área terapêutica no acumulado de um ano.

“Identificamos uma demanda reprimida entre os pacientes que convivem com essas doenças. E a quebra das patentes representa uma conquista no acesso de mais brasileiros a novos tratamentos”, observa Aramis Domont, diretor comercial da unidade de genéricos. A meta é ampliar em 26% o faturamento com esse gênero de medicamentos e aumentar a cobertura de classes terapêuticas, hoje em torno de 96%. A EMS reúne cerca de 500 apresentações e 200 moléculas. Deste total de moléculas, 78 são líderes em sua categoria e 116 têm share acima de 60%.

MIPs no radar da Eurofarma

Já a Eurofarma atribui 38,7% de receita aos genéricos e planeja expandir essa oferta com medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Depois de comprar 12 ativos da Hypera Pharma em 2002, a farmacêutica entra no segmento de suplementos de colágeno.

Segundo a diretora comercial Roberta Junqueira, as vendas de suplementos de colágeno giram em torno de R$ 294 milhões por ano, levando em conta somente os destinados a tratamentos de doenças articulares. A executiva ressaltou que a meta é ter um faturamento de R$ 45 milhões em três anos. O suplemento é um dos primeiros lançamentos que vieram do novo centro de desenvolvimento da companhia, inaugurado em 2020 na cidade de Itapevi, na Grande São Paulo.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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