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Varejo associativista cresce o dobro que o mercado 

Dados recentes de dois setores distintos do varejo (o farmacêutico e o de materiais de construção) demonstram o impacto positivo que o associativismo tem para os empresários independentes que buscam esse modelo de gestão.

Em relação ao varejo farmacêutico, as lojas das redes associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) apresentaram um crescimento de 23,34% no acumulado nos últimos 12 meses finalizado em maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, o mercado farmacêutico no Brasil em seu todo cresceu 13,68%, segundo dados a IQVIA, que audita esse setor.

Já no setor de materiais de construção, as lojas das redes associadas à Federação Brasileira de Redes Associativistas de Materiais de Construção (Febramat) cresceram 22,8% em 2020 em comparação ao ano de 2019, no mesmo período o crescimento de faturamento do setor foi de 11%, segundo a FGV /IBRE.

Mas, o que é associativismo e por que possibilita tantos benefícios? Esse termo já praticado na verdade antes mesmo da sua criação, ainda que intuitivamente. O associativismo é uma metodologia aplicável em empresas de qualquer segmento econômico, desde que utilizem a mesma matéria-prima, comercializem os mesmos produtos ou prestem o mesmo tipo de serviço.

Para tal, é necessário um grupo mínimo de empresas que, após estudos de viabilidade econômica, possa suportar os custos de implantação e de manutenção de uma central de negócios, marketing e serviços, apresentando-se, assim, como uma solução inovadora para resolver os problemas das pequenas e médias empresa.

“De maneira geral, empresas sozinhas não conseguem enfrentar a concorrência das grandes corporações. Por isso, o associativismo surge para fortalecer os pequenos e médios negócios, tornando-os competitivos, a fim de elevar o padrão de qualidade de seus produtos e serviços, minimizando custos e possibilitando seu acesso a novos mercados consumidores”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

O dito popular “a união faz a força” se encaixa perfeitamente na definição do que é associativismo – colaboração entre empresas com interesses em comum, a fim de obter vantagens econômicas e de gerenciamento, por meio de auxílio mútuo.

Juntos, os associados trabalham para reduzir os custos operacionais, obter melhores condições de prazo e preço, estratégias de vendas e estimular o desenvolvimento técnico e profissional dos colaboradores e empresários.

Veja abaixo algumas vantagens do associativismo:

  • União- o Associativismo proporciona uma união capaz de fazer os empresários pensar coletivamente e permite a troca de experiências que os faz crescer conjuntamente.
  • Aculturamento- os empresários com perfil associativista têm ganhos significativos no que se refere à cultura empreendedora.
  • Compra Conjunta- a realização de compras conjuntas proporciona aos empresários maior poder de barganha e acesso a grandes fornecedores do mercado.
    Fixação da Marca – a utilização de uma marca forte na fachada e nas dependências do estabelecimento associa o negócio à Rede.
  • Capacitação de Pessoal- a qualificação dos empresários e seus funcionários proporciona melhoras na gestão do negócio, na qualidade do trabalho e no atendimento aos clientes.

Lucratividade – a aplicação de melhores margens de comercialização faz com que as empresas apresentem um aumento considerável em seu faturamento.

  • Parcerias- as parcerias com os fornecedores são essenciais para a implementação de ações promocionais nos estabelecimentos. Mas fortalecê-las é fundamental para o desenvolvimento de uma rede associativista.
  • Conceito de Loja- as recomendações da rede quanto ao visual dos estabelecimentos têm proporcionado uma melhoria significativa no “conceito de loja” dos empresários, desde a fachada, o layout interno e externo, passando pela uniformização e aparência dos funcionários até a informatização e modernização de processos.
  • Competitividade- ao comprar bem e barato, maximizar e diversificar o mix de produtos, entender as reais necessidades dos clientes, superar suas expectativas, capacitar-se gerencialmente, viabilizar treinamentos para a equipe de colaboradores e organizar melhor o estabelecimento como um todo, as lojas tornam-se mais competitivas e ganham visibilidade no mercado. Paulo Ucelli – Assessoria de Imprensa da Febrafar e Febramat.

Fonte: Jornal Dia a Dia – MS

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