Paraguai reforça controle sobre medicamentos com tirzepatida
Medida impacta consumidores brasileiros na fronteira e amplia controle sanitário
por Gabriel Noronha em
O Paraguai passou a exigir identificação individual em medicamentos com tirzepatida, princípio ativo utilizado em diversas canetas emagrecedoras. A medida tem como objetivo reforçar a rastreabilidade e dificultar falsificações, adulterações e a circulação de produtos sem procedência. As informações são do Jornal Campo Grande News.
A obrigatoriedade foi estabelecida pela Resolução nº 91/2026 da Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai), e determina que fabricantes e importadores adotem um sistema de identificação unitária nas embalagens dos medicamentos à base de tirzepatida.
Paraguai aposta em QR Codes para fiscalizar medicamentos com tirzepatida
O controle poderá ser feito por meio de código GTIN (Global Trade Item Number), DataMatrix ou QR Code, em um sistema que permite reconhecer cada unidade e vinculá-la ao lote de fabricação, ampliando o monitoramento sobre a cadeia de distribuição.
Em publicação nas redes sociais, a autoridade sanitária paraguaia demonstrou a aplicação do sistema em embalagens do Tirzec, medicamento injetável à base de tirzepatida.
A Dinavisa reforça ainda que a compra do fármaco deve ser feita apenas em farmácias autorizadas. Segundo o órgão, produtos comercializados de forma informal podem apresentar riscos, como adulteração, ineficácia terapêutica ou até efeitos adversos.
Apreensões no Brasil
No início de julho, o Panorama Farmacêutico noticiou a maior apreensão de canetas emagrecedoras já realizada no país quando a Receita Federal interceptou 5.850 unidades na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR),
Os produtos estavam escondidos sob o capô de uma van com placas do Paraguai e que tentava ingressar no Brasil. Fabricante do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de armazenamento, transporte e manuseio. “Quando produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto contaminado ou ineficaz”, diz a empresa.