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À rádio de Cuiabá, Bolsonaro defende tratamento precoce e detona Coronavac

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Coronavac – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que tomou todas as medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Ele também defendeu o tratamento precoce contra o vírus e questionou a eficácia da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. As declarações foram dadas na manhã desta terça-feira (17), em entrevista à Rádio Capital, de Cuiabá.

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‘Quanto às vacinas o nosso governo tomou todas as providências. Não existia vacina para comprar ano passado, bem como, no início do ano não tinha vacina disponível para todo mundo. Tirando os quatro países que produzem vacina, o Brasil está a mais a frente. Só para o estado de Mato Grosso distribuímos 3,1 milhões de doses. Eu sempre fui contra comprar vacina sem a certificação da Anvisa, nós temos que ter responsabilidade’, disse Bolsonaro.

Em relação ao desemprego, Bolsonaro afirma que a medida de fechamento dos comércios adotada por governadores no início da pandemia colaborou para o crescimento na taxa de desocupação de trabalhadores informais. A declaração ocorreu ao comentar sobre a “fila dos ossinhos” realizada por um açougue de Cuiabá, que o presidente chamou de “sopa rala”.

‘No tocante a empregos formais com carteira assinada, nós terminamos 2020 com mais empregados que dezembro de 2019. A média mensal de novas carteiras assinadas ultrapassa 200 mil, no tocante a emprego formal o Brasil está indo bem. Lá atrás eu falei que tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego. Devemos tratar os dois com a mesma responsabilidade de forma simultânea, inclusive, o que foi cumprido em grande parte pelos governadores foi fique em casa que a economia a gente vê depois. No tocante aos empregos formais, nós conseguimos manter mais de 11 milhões de pessoas empregadas. Agora, por outro lado, eu critiquei total irresponsabilidade dos governadores que fecharam tudo’, colocou.

Ainda segundo o presidente, benefícios do Governo Federal, como o Auxílio Emergencial, colaboraram para que os trabalhadores informais não ficassem sem nenhuma renda. ‘Aproximadamente 38 milhões de pessoas que viviam na informalidade, e quando determinou que esse pessoal ficasse em casa, essas pessoas que em grande parte trabalhavam durante o dia para sustentar sua família perderam seu ganha pão, foram jogadas na miséria. O que nós fizemos, coisa de poucas semanas, criamos o programa Auxilio Emergencial e 68 milhões de pessoas passaram a ser beneficiadas. Só em Mato Grosso foi, até o momento, R$ 5,5 bilhões. Aproximadamente 1 milhão de pessoas beneficiadas. Só o ano passado o gasto com Auxilio Emergencial foi equivalente a 13 anos de Bolsa Família’ , acrescentou.

TRATAMENTO PRECOCE

Durante a entrevista, Bolsonaro também voltou a defender o tratamento precoce contra a Covid-19 afirmando que, apesar de não ter comprovação científica, foi uma maneira de atender a população. ‘Quando eu falo em tratamento precoce, a grande maioria tomou ivermectina e hidroxicloroquina. Tem outro produto, lógico que não tem comprovação cientifica, a proxalutamida. Busquei uma maneira de atender o povo, junto com médicos, Então, não é que eu sou um charlatão, curandeiro, nem inventei nada. Eu dei uma alternativa’, argumentou.

O presidente ainda defendeu que a maioria dos medicamentos para outras doenças utilizados no país foram descobertos “por acaso”. Ele citou o Viagra, indicado para o tratamento da disfunção erétil, como exemplo. ‘Você pode ver que a grande quantidade de medicamentos descoberta no Brasil são por acaso. Tem a questão da disfunção erétil, por acaso, descobriram o viagra. Hoje tem um montão de velhos ai tendo filhos. Na Guerra do Pacífico, quando o soldado chegava ferido, não tinha mais como doar sangue para ele e os médicos na hora acabaram injetando água de coco e salvou centenas de pessoas. Essa questão agora, por que essa onda toda contra o tratamento precoce? Será que é um grande negócio por parte das indústrias farmacêuticas para comprar vacinas?’, pontuou.

Por fim, Bolsonaro fez críticas à vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan e defendida pelo governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB). Segundo ele, muitas pessoas morreram após tomar as duas doses do imunizante.

‘Olha o que está acontecendo com a Coronavac, ninguém tem coragem de falar. Gente que tomou as duas doses, foi infectada e está morrendo. Por que ela está morrendo? Porque acreditou nas palavras do governador de São Paulo que disse que quem tomasse as duas doses da Coronavac e for infectado jamais morrerá e a pessoa fica em casa, achando que tomou as duas doses e não vai morrer e acaba morrendo. O que eu recomendo, não sou médico, mas recomendo que procure o médico, se ele receitar o tratamento precoce faça, mesmo que já tenha sido vacinado com as duas doses. Quantos chefes de Estado do Brasil tem coragem de falar isso aí? Aí fica escondido em casa acusando o presidente’, finalizou.

Fonte: A Imprensa de Cuyabá Rss

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