Aprenda a usar a tecnologia a favor do delivery mais seguro
Além de prevenção contra fraudes, sistema também reduz exigência de processos manuais
por César Ferro em
As vendas por delivery não são novidade no varejo farmacêutico, mas ganharam nova relevância após a pandemia de Covid-19. Com o advento da tecnologia, essas transações tornaram-se mais rápidas e práticas. Na mesma proporção, passaram a ser mais suscetíveis a erros e fraudes.
Nesse contexto, é importante adotar ferramentas e soluções que tragam mais segurança e assertividade a esse canal, gerando benefícios tanto ao gestor como à imagem da própria farmácia. Uma opção destacada por Marlon Meyer, gerente de projetos de implantação da Procfit, é o E-delivery Pay.
Trata-se de uma maquininha de cobrança integrada ao ERP da empresa e ao Cosmos Pro, unidade de negócios da Procfit. “Por meio do dispositivo, o entregador pode apresentar ao cliente os detalhes da venda sem a necessidade de digitar o valor no ato, o que reduz a probabilidade de erros ou fraudes, uma vez que não é possível modificar o valor a ser cobrado”, explica.
Vendas por delivery seguras de ponta a ponta
Quando um pedido é registrado pelo delivery, as informações são integradas automaticamente ao sistema do E-delivery Pay. Cabe ao entregador – que pode ser vinculado ou não à loja – a simples atribuição de levar o produto ao cliente, sem precisar cadastrar o preço da compra no momento do pagamento.
Outro benefício é o ganho de eficiência na frente de loja. Isso porque, no sistema tradicional, quando esse profissional retorna, é preciso realizar o registro manual da venda e a conciliação de cartão, tarefas abolidas pela tecnologia. A plataforma concentra todas as informações da transação, como código de autorização, quantidade de parcelas e bandeira utilizada, possibilitando que o departamento financeiro acompanhe em tempo real tudo o que passa pela maquininha.
Aumento de fraudes impulsionou buscas
Segundo Meyer, a solução registrou um aumento expressivo na procura no fim de 2025. “A partir de novembro do ano passado, devido ao aumento das fraudes no setor, o número de empresas que buscou a ferramenta aumentou sensivelmente”, declara.
Em sua opinião, atualmente há maior facilidade para fraudar processos de pagamento, com ferramentas que possibilitam que um simples smartphone faça a leitura de cartões por aproximação. “O que oferece mais conveniência de um lado fragiliza a segurança do outro”, pondera.
Antes mesmo da alta nas buscas, uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), realizada pela Folha de S.Paulo no primeiro semestre de 2025, já demonstrava que 2,6% dos entrevistados haviam sido vítimas do ‘golpe da maquininha’. O montante representa aproximadamente 4,2 milhões de pessoas. O prejuízo médio relatado por essas vítimas foi de R$ 1.142.
As fraudes mais frequentes
As fraudes em pagamentos digitais ocorrem principalmente por meio de golpes como o da maquininha falsa ou quebrada. Em ambos os casos, os criminosos promovem a clonagem de dados dos cartões de crédito e débito para subtrair valores acima do que foi comprado.
Maquininha falsa
O golpista usa uma maquininha falsa que se assemelha aos dispositivos originais para enganar a vítima. Quando o cartão é inserido no aparelho, as informações de identificação e da tarjeta são copiadas.
Maquininha quebrada
Nesses casos, a pessoa finge que a maquininha está com defeito ou quebrada, impedindo a conclusão da transação. Nesse ínterim, sugere à vítima que digite o número do cartão e o código de segurança manualmente em um celular ou em outro equipamento, para posteriormente clonar os dados. Também há uma variante em que ele alega que o visor está com defeito para obter um valor maior do que o devido.
Solução atende farmácias de qualquer porte
O E-delivery Pay já está presente em farmácias de diferentes portes, desde PDVs independentes até grandes redes como a Farma Conde, que conta com mais de 300 lojas. Isso se deve às interfaces de API utilizadas, possibilitando a integração com ERPs de diferentes fornecedores. Quanto ao hardware, o dispositivo é uma maquininha de cartão de crédito comum, mas enriquecida com o software.
Outras tecnologias que otimizam o delivery
O gerente de projetos também elenca algumas outras tecnologias que podem dinamizar o processo de venda por delivery:
- Geolocalização: Permite direcionar o pedido para a loja mais próxima do cliente, aumentando a velocidade e eficiência da entrega, além de minimizar custos para a loja
- Roteirização: Com a roteirização de trajetos, é possível reduzir gastos e melhorar o tempo de atendimento em entregas sequenciais
- Chatbot com IA: O sistema conversa com o cliente, auxilia na escolha do produto ideal para sua demanda, verifica o estoque da farmácia, realiza um cruzamento de dados da bula com os fornecidos pelo consumidor e viabiliza a venda em um processo 100% automático
- Status em tempo real: Possibilita que o cliente acompanhe o passo a passo do pedido, gerando mais transparência e confiança
- Investimento em experiência híbrida: O consumidor pode iniciar a jornada de compra pelo digital, mas preferir retirar na loja. Com um custo operacional menor, será possível praticar uma precificação mais agressiva nesse formato de venda
“A partir do avanço da integração com plataformas de entregas, soluções como E-delivery Pay consolidaram-se como os remédios contra problemas de recebimento e segurança que afligem as farmácias”, finaliza.