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Brasil na mira da indústria de opioides

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O Brasil está no alvo da indústria de opioides sintéticos, que visa a aumentar a oferta desses medicamentos em países em desenvolvimento. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, as companhias têm usado estratégias semelhantes às que levaram os Estados Unidos a enfrentar a maior epidemia de usuários de drogas da sua história.

A avaliação é da médica Adriane Fugh-Berman, professora do departamento de farmacologia e fisiologia da Universidade Georgetown, em Washington. Segundo ela, entre as estratégias está a ênfase na necessidade de opioides nos cuidados do fim da vida, uma necessidade real e muitas vezes negligenciada em países em desenvolvimento.

A médica cita uma série de táticas da indústria que precederam a epidemia de opioides nos EUA e que podem ser usadas em outros países. Isso inclui declarar que há uma epidemia de dor não tratada, posicionar os opioides como os melhores medicamentos para dor crônica, assegurar aos médicos que a triagem e o monitoramento evitarão a dependência e convencê-los a manter os pacientes em uso de opioides, mesmo quando eles são ineficazes.

A promoção agressiva de analgésicos altamente viciantes desde meados da década de 1990 é considerada por muitos como o gatilho para a crise de opioides, que levou a mais de 500 mil mortes por overdose nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.

Indústria de opioides na mira da justiça americana

A Walgreens Boots Alliance e a Teva Pharmaceutical ignoraram os riscos à saúde quando criaram novos mercados para opioides, disse um advogado da cidade de São Francisco a um juiz na última segunda-feira, dia 25, durante declarações de abertura do primeiro julgamento de fabricantes, distribuidores e farmácias sobre os medicamentos viciantes para a dor.

Segundo a Reuters, Richard Heimann, advogado da cidade, acusa o setor de medicamentos prescritos como cúmplice na expansão da indústria de opioides, independentemente dos riscos à saúde pública. “A indústria farmacêutica fez falsas alegações sobre a segurança dos medicamentos para comercializá-los a pacientes que sofrem de doenças comuns e crônicas, como dor lombar e artrite, com o objetivo de criar um novo mercado”.

A corte de São Francisco entendeu que a rede de farmácias Walgreens, as farmacêuticas Teva, Allergan (da Abbvie) e a distribuidora de medicamentos Anda (de propriedade da Teva), criaram um “incômodo público” ao inundar a cidade com opiáceos prescritos e falhando em evitar que as drogas fossem desviadas para uso ilegal. As empresas negaram as acusações, dizendo que vendiam medicamentos opioides prescritos por médicos.

O processo, aberto em 2018, inicialmente incluía reclamações contra as farmacêuticas Purdue Pharma, Johnson & Johnson (J&J) e Endo International, além dos três maiores distribuidores de medicamentos dos EUA – McKesson , Cardinal Health e AmerisourceBergen. Em acordo, a J&J concordou este mês em pagar US$ 99 milhões para liquidar reivindicações sobre sua participação na crise de opiáceos. Em março, a rede de farmácias CVS também fechou um acordo de US$ 484 milhões para encerrar as ações sobre opioides.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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