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Brasileiros faturam R$ 30 milhões com máscara que inativa o coronavírus

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Máscaras ainda são utilizadas como uma das principais medidas de proteção na pandemia de covid-19, e uma empresa nacional chamada Golden Tecnologia desenvolveu a Phitta Mask. Trata-se de uma máscara que pode proteger o usuário das variantes Delta, Gamma e Zeta. O item teve sua eficácia atestada pelo Instituto de Química (IQ-USP) e pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) da Universidade de São Paulo.

O produto foi testado no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do ICB-USP e coordenado pelo pesquisador Professor Dr. Edison Durigon, tendo eficácia comprovada em 99,9% na eliminação do vírus. Com direito a registro na Anvisa, a máscara se mostrou capaz de inativar o SARS-CoV-2 de forma prolongada, mantendo sua capacidade virucida por 12 horas. Na volta às aulas, a empresa chegou inclusive a desenvolver a versão infantil.

Segundo Sérgio Bertucci, CMO da Phitta Mask, desde que as vendas da máscara tiveram início, em outubro de 2020, a empresa cresceu rapidamente. O faturamento da empres saltou de R$ 1,2 milhão em 2020 para R$ 30 milhões em 2021. “Em 2020 contávamos com apenas 7 funcionários e hoje já são mais de 75. A produção de máscaras aumentou significativamente também e hoje produzimos cerca de 6 milhões de máscaras por mês”, conta o executivo ao Canaltech.

Máscara protege das variantes Delta, Gamma e Zeta

Para verificar a eficácia da máscara, os pesquisadores cortaram pequenos pedaços do tecido e colocaram em contato direto com três amostras diferentes: uma de SARS-CoV-2, uma da variante Zeta e uma da variante Gamma. Posteriormente, outro teste foi feito, dessa vez com a variante Delta.

“Nós viemos desde a primeira cepa, que foi a de Wuhan. Foi feito o teste, foi aprovado, depois fizemos o da P1 [Gamma] e o da P2 [Zeta], e agora da Delta. A equipe de virologia da USP comentou que se o vírus mantiver essa mesma característica, que é da família do SARS-COV-2, nós temos 99% de probabilidade de inativação”, afirma Bertucci.

“O teste que foi lançado é o mesmo desde o início. De acordo com essas novas mutações, foram surgindo novas variantes e fomos testando apenas as variantes, mas o produto é o mesmo: oxigênio ativo. Ele inativa o vírus envelopado. A única diferença do teste da Delta é que demorou um pouco mais para chegar a cepa, mas o processo de inativação é o mesmo, assim como o processo de teste”, explica o CMO. Veja o esquema do estudo:

E a variante Ômicron?

No último mês de novembro, a variante Ômicron chegou oficialmente ao Brasil, e com isso em mente, a próxima tarefa da Phitta Mask é ter sua eficácia atestada contra essa nova preocupação dos especialistas. Sérgio Bertucci adianta que os pesquisadores da USP devem obter o laudo nas próximas semanas.

. Inclusive ele me adiantou que nas próximas semanas teremos o laudo dessa nova variante Ômicron também. Temos ilustrativamente como foi o processo do teste realizado pela USP.

Fonte: Yahoo! notícias

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