Cimed quer faturar R$ 150 mi com marca inspirada em K-Beauty
Durante missão na Coreia do Sul, farmacêutica anunciou investimento de R$ 80 milhões em novo selo
por César Ferro em
Após investir R$ 80 milhões, a Cimed anuncia sua entrada no mercado de skincare com a marca Mili, alinhada à tendência da K-Beauty. Com projeção de faturamento de R$ 150 milhões no primeiro ano de vendas, a linha chega ao mercado com sete produtos, todos fabricados na Coreia do Sul. As informações são do Mercado & Consumo.
Para conhecer o mercado asiático e identificar oportunidades para o Brasil, a farmacêutica realizou uma imersão na região. Executivos do grupo passaram três meses no continente, visitaram 18 cidades da China, Coreia do Sul, Japão e Taiwan, participaram de feiras e congressos do setor na região e mapearam mais de 60 fornecedores.
“Estamos olhando para a Coreia porque muitas das transformações que chegam ao consumidor brasileiro começam por lá. Nosso objetivo é entender o que está por trás dessas tendências e transformar esse conhecimento em produtos, negócios e novas experiências”, argumenta o CEO João Adibe Marques.
Nova marca da Cimed contará com tecnologia coreana
Nesta primeira leva de lançamentos, a Cimed apresenta sete produtos para a Mili:
- Exo Cleanser
- Exo Toner
- Exo Mist
- Exo Sérum
- Exo Cream
- Exo Eye Cream
- Exo Shot
Todos os itens dessa família combinam a tecnologia METAexosome L55 com um complexo de peptídeos. Outros ativos também são utilizados de acordo com a formulação de cada cosmético.
K-Beauty catapultou importações sul-coreanas
Segundo dados do Korea Customs Service (Serviço Aduaneiro da Coreia), a movimentação das importações brasileiras de cosméticos aumentou 951% em 2025, alcançando US$ 54,36 milhões (R$ 272,5 milhões).
O avanço desses produtos, aliado à consolidação de outras marcas nacionais e importadas, vem levando grandes redes de farmácias a investir em lojas com foco no segmento de beleza.
A RD Saúde inaugurou a Raia Conceito, loja em que 65% do espaço é dedicado à categoria de beleza. Já as Farmácias Nissei lançaram seu primeiro Beauty Center em São Paulo (SP), com mais de 40 marcas e 2 mil SKUs no portfólio.
Para ampliar o alcance dessa tendência, a Cimed levou a Seul representantes do varejo farmacêutico que permanecem no país até o domingo (18). Juntos, esses empresários correspondem a cerca de 60% do setor no Brasil.
Farmacêutica inicia novo momento
Além do lançamento da Mili, o laboratório deu outro passo em sua estratégia de internacionalização no fim de setembro. A companhia anunciou sua primeira marca a ser vendida no mercado europeu.
Com a Flavy, a empresa projeta faturar € 1 milhão (R$ 5,6 milhões) no primeiro ano de vendas. O selo, que será a versão portuguesa do Carmed, deve chegar às lojas da Wells ainda em outubro.
“Todo empreendedor sonha em ver a sua empresa atravessar fronteiras. Portugal será a porta de entrada dessa nova fase, com uma marca criada para o consumidor europeu a partir de todo o conhecimento que acumulamos construindo Carmed no Brasil”, declarou o executivo em publicação nas redes sociais.