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EMS apoia exposição que debate racismo no futebol

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Racismo – ‘Tempo de Reação – 100 anos do goleiro Barbosa’ conta a trajetória do esportista que vestiu a camisa número 1 da seleção brasileira na Copa de 1950, homenageia outros goleiros e discute a causa antirracista

São Paulo, agosto de 2021 – A EMS, maior laboratório farmacêutico no país, é apoiadora do Museu do Futebol e da exposição temporária Tempo de Reação – 100 anos do goleiro Barbosa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa comemora os 150 anos da posição de goleiro e celebra os 100 anos que Moacyr Barbosa completaria em 2021. A mostra, que segue em cartaz até 21 de novembro, também presta homenagem a diversos goleiros que fazem parte da história do futebol brasileiro e dá destaque a Barbosa (1921 – 2000), que tem sua trajetória recontada sob outra perspectiva.

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O arqueiro teve grande sucesso nos times em que atuou, porém, sua carreira foi marcada pela derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, quando ele era goleiro da seleção. O caso ficou conhecido como Maracanazo, se transformou em um trauma coletivo e acompanhou Barbosa até o fim de sua vida.

Ao trazer este personagem e o Maracanazo para o centro do debate, a exposição propõe uma reflexão sobre as consequências deste acontecimento para a história do futebol e do próprio Barbosa sob o ponto de vista do racismo. Além do brasileiro, outros jogadores negros da seleção de 1950 foram culpabilizados após a derrota e muitos torcedores passaram a dizer que pessoas negras não serviam para ser serem goleiros.

‘Como patrocinadores do Museu do Futebol, consideramos de grande relevância o debate sobre racismo motivado pela exposição. Um tema sempre atual e ainda arraigado à sociedade, que precisa ser abordado, questionado, combatido’, diz Josemara Tsuruoka, gerente de Marketing Institucional da EMS.

A curadoria da exposição foi um processo participativo que contou com mais de 50 pessoas, entre especialistas e representantes de diferentes setores do Museu do Futebol, além das lembranças e acervo pessoal da filha adotiva de Barbosa, Tereza Borba. A pesquisa, que durou seis meses, inclui entrevistas com jornalistas, goleiros e biógrafos, conteúdo do Centro de Memória do Vasco, fotos de Barbosa e áudios de entrevistas que ele concedeu ao longo da carreira.

O resultado é uma apresentação de histórias e curiosidades sobre a posição de goleiro, com depoimentos em vídeo de jogadores famosos como Zetti e Thaís Picarte. Entre os objetos expostos estão fotografias de Barbosa, luvas de Aranha e das goleiras Thaís e Monique, camisas de goleiro clássicas e um pedaço das traves utilizadas no Maracanã na Copa do Mundo de 1950, feitas de madeira e com quinas quadradas.

As experiências interativas também estão presentes, como a instalação Visão a Contracampo, em que o visitante se posiciona sob uma trave do tamanho oficial como se fosse o goleiro e vê, em uma tela de 10 metros de largura, os jogadores do time adversário cobrando pênalti e pressionando a defesa. Na Rádio Grande Área, o visitante escolhe uma das defesas memoráveis de Jefferson, Dida ou Bárbara, das seleções brasileiras, e grava uma narração em áudio, como se fosse um locutor de rádio. O material é enviado por e-mail para o visitante.

Fonte: 2A+ Farma

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