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Faturamento da Hypera Pharma é o maior da empresa em um trimestre

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Negociações entre Hypera e EMS esbarram no valuation - Faturamento da Hypera Pharma

O faturamento da Hypera Pharma é o maior da história da empresa em um trimestre. Segundo o balanço divulgado pela companhia, a receita líquida somou R$ 2,03 bilhões entre os meses de julho e setembro.

O desempenho foi impulsionado especialmente pela alta de 17,3% do sell-out orgânico na comparação com o terceiro trimestre de 2021, que leva em consideração o preço médio de compra pelas farmácias. No acumulado do ano, o percentual de crescimento chega a 21,7% – 4,1 pontos percentuais acima da média da indústria farmacêutica, de acordo com a IQVIA.

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Especialidades puxam faturamento da Hypera Pharma

A categoria de medicamentos de prescrição representou o principal motor para o faturamento da Hypera Pharma, com destaque para as marcas tidas como carros-chefes da empresa, incluindo Alivium, Dramin e Rinosoro. Recentes lançamentos voltados à cardiologia e ao sistema nervoso central também puxaram os resultados. Em seu pipeline de inovação, a farmacêutica mantém 90 produtos nessas duas áreas, que movimentam em torno de R$ 20 bilhões no país.

O terceiro trimestre ainda marcou a entrada no mercado de cannabis, por meio do medicamento à base de canabidiol full spectrum. O lançamento contém THC na formulação e é indicado para casos de ansiedade, depressão, dor crônica e epilepsia.

Outros novos integrantes do portfólio são o Picbam, primeiro remédio à base de apixabana no mercado brasileiro após a queda de patente para a prevenção da trombose venosa; o Ondif, voltado ao combate de náuseas; e o Aviv, que tem como foco o tratamento de transtorno depressivo maior (TDM).

Presente em 96% das farmácias brasileiras, a Hypera Pharma também dobrou de dez para 20 o volume de power brands da indústria farmacêutica desde 2018. Essa terminologia da IQVIA aplica-se às marcas que superaram R$ 100 milhões em vendas no intervalo dos últimos 12 meses até setembro.

A lista inclui 15 blockbusters líderes em suas categorias, entre os quais Addera D3, Buscopan, Benegrip, Dramin, Engov, Neosaldina e Rinosoro. A companhia detém as primeiras posições em áreas como respiratória (R$ 900 milhões), gastrointestinal (R$ 600 milhões) e antiespasmódicos (R$ 300 milhões). No segmento de dor, é a segunda colocada, mas superou a barreira de R$ 1,1 bilhão e apresenta 29% de share.

“Somos a quarta maior do país nesse segmento, sendo que há três anos sequer ocupávamos o top 10”, ressalta o CEO Breno Oliveira. Para aumentar a produção dessa classe de medicamentos, a farmacêutica erguerá uma planta em Jundiaí, no interior de São Paulo. O complexo fabril e de pesquisas receberá recursos de R$ 400 milhões. Outros R$ 400 milhões estão sendo aplicados no aumento da produção de medicamentos injetáveis.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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