Indústria farmacêutica lidera em maturidade com IA
Setor teve um score de maturidade digital de 83, 11 ponto acima da média nacional
por César Ferro em
A consultoria Brivia Group lançou uma nova edição do Panorama Mindset Digital com sinais animadores para a indústria farmacêutica. O setor foi o melhor colocado no ranking de maturidade digital. As informações são da Exame.
O setor registrou um índice de 82,11 pontos acima da média nacional e três à frente do segundo segmento mais maduro – o de transporte e logística. O resultado se torna ainda mais relevante na comparação direta com o setor da saúde.
Indústria farmacêutica no topo, saúde na lanterna
Enquanto os laboratórios esbanjam maturidade no uso da IA, o recorte da saúde – que compreende hospitais, laboratórios e operadoras – se posiciona na ponta oposta, com apenas 54 pontos.
Na visão da Brivia, a questão é que a jornada é consideravelmente diferente. “A farmacêutica lida, majoritariamente, com processos internos de laboratório, enquanto a saúde lida com o paciente na ponta”, argumenta Christiaan van Hattem, estrategista de marketing e negócios da companhia.
Novo recorte acendeu alerta no mercado
Pela primeira vez, o estudo isolou o uso de inteligência artificial como um pilar próprio, separado da digitalização tradicional. Anteriormente, essa dimensão ficava diluída entre indicadores genéricos.
A questão é que, ao se jogar mais luz sobre o tema, certas lacunas se tornaram mais relevantes. “Existe uma questão de estratégia de uso. As empresas liberam a ferramenta para todo mundo, sem critério, e depois percebem que ficou insustentável do ponto de vista de investimento, sem melhoria de produtividade correspondente”, afirma.
Ou seja, há um uso intenso de IA, mas sem chegar aos resultados esperados. “A execução de estratégias usando IA deveria sempre começar por problemas menores e específicos, não tentar resolver problemas de forma generalista, o que gera consumo maior de tokens e diminui a margem da empresa”, completa.
O segundo problema identificado a partir desse novo ponto de vista é que as empresas ainda não estruturaram bem sua governança. Para o executivo, ainda cabe muito ao colaborador definir quando, como e onde usar a tecnologia.