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Livro histórico destaca 30 anos de legado do varejo farmacêutico

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Livro histórico destaca 30 anos de legado do varejo farmacêutico

Um livro de 406 páginas parecia insuficiente para contar os 30 anos de evolução do grande varejo farmacêutico nacional. Mas o projeto encabeçado pela Abrafarma foi além, ao tornar realidade um guia de referência fundamental para entender a história das farmácias brasileiras e seu legado para a economia e a saúde pública.

De autoria dos jornalistas Katia Simões e Roberto Prioste e com coordenação editorial da entidade e da agência Scritta, essa obra-prima é resultado de um ano de pesquisa. Também incluiu entrevistas com antigos e atuais dirigentes e empresários setoriais.

“Livros são eternos, transmitem conhecimento e experiência para as novas gerações. Foram 65 entrevistados, que renderam quase 70 horas de depoimento e perpetuam a importância do varejo farmacêutico, com histórias inspiradoras que revelam senso empreendedor, resiliência e um compromisso claro com o acesso à saúde e a liberdade de mercado”, enfatiza o CEO Sergio Mena Barreto.

Entidade entregou livro comemorativo ao Ministério da Saúde e também à Anvisa
Entidade entregou livro comemorativo ao Ministério da Saúde e também à Anvisa

Trajetória do varejo farmacêutico em 17 capítulos

O desenvolvimento do grande varejo farmacêutico é retratado em 17 capítulos, estruturados em quatro módulos. O ponto de partida da obra é o processo que levou à formação da Abrafarma, em outubro de 1991. Na época, empresários de sete redes paulistas vislumbravam a urgente necessidade de dar voz ao setor.

“Mais do que garantir nossa representatividade perante o mercado e os governos, o segmento clamava por mudanças. A antiga farmácia, com móveis escuros e restrita à dispensação de medicamentos, precisava dar lugar a um estabelecimento moderno, capaz de entregar bem-estar e conveniência”, avalia Barreto.

Antiga farmácia deu lugar a um estabelecimento moderno e vasto em serviçosCréditos: Acervo RD-Raia Drogasil e Farmácia Indiana
Antiga farmácia deu lugar a um estabelecimento moderno e vasto em serviços
Créditos: Acervo RD-Raia Drogasil e Farmácia Indiana

 

Os ex-presidentes do conselho diretivo são os personagens principais dos primeiros capítulos e promovem um elo com a segunda parte, que relata as receitas de sucesso do varejo farmacêutico e as muitas bandeiras assumidas pela entidade.

Da abertura aos domingos até os hubs de saúde

Não faltaram lutas nesses 30 anos, que se traduziram em conquistas irreversíveis, a começar pela abertura do comércio aos domingos. “Tivemos empenho e poder de articulação para viabilizar bandeiras como os medicamentos genéricos, o Aqui tem Farmácia Popular e a venda de outros produtos nas lojas. Tivemos empatia e compromisso com a população ao pleitear a redução da carga tributária abusiva sobre os medicamentos e a regulamentação dos serviços de assistência farmacêutica”, celebra o presidente do conselho, Modesto Araujo Neto.

O livro resgata em mínimos detalhes os bastidores que cercaram as reivindicações da Abrafarma. Um dos pontos altos foi a sequência de encontros e conversas que giraram em torno da criação dos genéricos, em 1999. “Esse projeto teve a marca da Abrafarma, que participou de toda a negociação e concepção. Até mesmo a ideia de estampar as caixinhas dos medicamentos com a letra G nasceu em uma reunião com o então ministro José Serra”, relembra Barreto.

José Serra, ministro da Saúde no período de criação dos genéricos: projeto com a marca e participação da AbrafarmaCrédito: Acervo Folha de S.Paulo (Sergio Lima/ Folha Imagem)
José Serra, ministro da Saúde no período de criação dos genéricos: projeto com a marca e participação da Abrafarma
Crédito: Acervo Folha de S.Paulo (Sergio Lima/ Folha Imagem)

 

A obra ainda analisa as parcerias sólidas com organismos como Anvisa e Ministério da Saúde, além de entidades ligadas à cadeia produtiva farmacêutica – ABCFARMA, Alanac, Interfarma, Sincofarma, Sindusfarma e PróGenéricos, entre outras.

“Todas essas lutas têm como inspiração as missões técnicas internacionais. Em viagens por centros como China, Estados Unidos, Itália e Israel, formamos uma visão de mercado fundamental para nortear nossas bandeiras”, ressalta Modesto Araujo Neto.

O terceiro módulo traça uma radiografia da transformação das farmácias em hubs de saúde, projeto que teve como embrião o programa de assistência farmacêutica avançada da Abrafarma, em 2016. “É uma iniciativa que nos aproxima da população, democratiza o acesso à saúde, incentiva a adesão ao tratamento, desafoga a rede pública e ainda valoriza o papel do farmacêutico”, comenta Barreto.

Gente que fez e faz a história do varejo farmacêutico

A quarta e última parte do livro dedica-se às histórias de sucesso das 26 redes associadas, que hoje respondem por quase metade das vendas de medicamentos no país. “São exemplos de famílias que se tornaram fundamentais nas comunidades onde atuavam e, como verdadeiras startups, escalaram até chegar ao patamar de grandes redes. E há também casos de executivos que ajudaram a moldar o crescimento das farmácias”, observa.

Entidades e empresas interessadas em acessar a íntegra do livro em PDF poderão preencher o formulário clicando aqui. “Trata-se de uma obra essencial para quem busca entender o varejo farmacêutico e se conectar com um setor sempre aberto ao novo, mas que valoriza o passado construído com esforço e conhecimento”, conclui.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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