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Lobista da Covaxin tenta pressionar Anvisa

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O grupo do lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max, não desiste de emplacar a vacina indiana Covaxin no Brasil, apesar das múltiplas frentes de investigação contra ele. O movimento mais recente foi disseminar na imprensa a informação de que a Precisa, que representa no país o fabricante Bharat Biotech, entraria ontem (segunda) com mais um pedido de uso emergencial da Covaxin junto à Anvisa. Até as 21h, os técnicos da agência não haviam recebido qualquer pedido.

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Os servidores da Anvisa já estão acostumados a essa estratégia. São meses e meses em que a turma de Max divulga ações que promete tomar, sem cumpri-las. O objetivo é pressionar e constranger a agência, deixando os servidores na defensiva – como se a aprovação da vacina dependesse deles, e não da empresa.

Como a Anvisa aprovou a importação limitada e excepcional de poucas doses da Covaxin, impondo condições rígidas para o uso inicial da vacina, é altamente improvável que a Precisa consiga apresentar tão rápido um pedido que elimine as sérias dúvidas que persistem acerca da segurança e eficácia do imunizante.

O movimento de Max é uma tentativa de salvar o contrato com o Ministério da Saúde – que, inexplicavelmente, ainda está vigente. Se a Anvisa estiver formalmente analisando um pedido de uso emergencial, ainda que não haja chances de aprovação, Max pode argumentar falsamente junto ao governo que a Precisa só não consegue entregar doses em razão da burocracia da agência.

Fonte: O Bastidor

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