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Dez maiores laboratórios do Brasil têm 55% do mercado

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Dez maiores laboratórios do Brasil detêm 55% do faturamento
Foto: Freepik

Os dez maiores laboratórios do Brasil faturam mais com a venda de medicamentos de prescrição do que cerca de 440 indústrias farmacêuticas. A negociação de remédios para farmácias somou R$ 74,3 bilhões em 2023, um avanço de 11% sobre o ano anterior. O setor mostra resiliência, mas a excessiva concentração indica um sinal de alerta. Os ovos estão em poucas cestas.

As indústrias do mercado farmacêutico que ocupam o top 10 movimentaram R$ 40,8 bilhões em transações para o varejo, de acordo com dados da Close-Up International baseados em R$ desconto. O montante equivale a 54,9% do fatutamento total no segmento de Rx. Todos os demais laboratórios chegaram a R$ 33,5 bilhões.

Os indicadores também revelam que aumentou o número de farmacêuticas com receita acima de R$ 2 bilhões. AstraZeneca e Biolab alcançaram tal patamar e, agora, as dez líderes do setor fazem parte desse seleto clube. Sete já superaram a casa de R$ 3 bi, contra cinco em 2022.

Os dez maiores laboratórios do Brasil

Duas altas expressivas entre os maiores laboratórios do Brasil

Na lista dos maiores laboratórios do Brasil, a liderança segue nas mãos da EMS, que ampliou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões a distância em relação à Eurofarma. O investimento vigoroso em propaganda médica ajuda a explicar esse cenário.

Mas a maior novidade é a estreia de uma indústria farmacêutica no top 3. Fora do top 10 antes da pandemia, a Novo Nordisk desbancou parte da concorrência e saltou mais uma posição no ano passado. A farmacêutica dinamarquesa está em empate técnico com o Aché, mas ligeiramente à frente. O motivo é claro e atende pelo nome de Ozempic.

O carro-chefe do laboratório foi o único medicamento de prescrição a movimentar mais de R$ 1 bilhão em vendas para farmácias no ano passado. Ou melhor: acima de R$ 3 bilhões. Mas um detalhe importante é que o remédio´contra diabetes responde por 67% do valor negociado pela Novo Nordisk.

“Embora o medicamento tenha se tornado referência no combate ao diabetes, seu uso off-label vem sendo mais difundido que a função primária, graças aos supostos benefícios para a perda de peso”, entende Wilton Torres, fundador da plataforma de consulta de medicamentos Farmaindex.

Nos últimos dois anos, o remédio encabeça os acessos à plataforma nas pesquisas sobre onde comprar e nas consultas da bula para saber mais detalhes sobre efeitos terapêuticos.

O maior crescimento percentual, curiosamente, também está relacionado ao diabetes e ao off-label. Empurrada pelo Forxiga, a AstraZeneca teve evolução de 26,6% na receita com Rx. O medicamento lançado em 2014 ganhou impulso considerável após estudos que atestaram sua eficácia também para casos de distúrbios renais e insuficiência cardíaca. O remédio tem aprovação para essas indicações terapêuticas.

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