Mulheres são mais de 63% dos usuários do Farmácia Popular
Mais de 24,5 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa em 2026
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelaram que o Farmácia Popular atendeu mais de 24,5 milhões de pessoas em 2026, com predominância de mulheres e idosos entre os usuários. As mulheres representam mais de 63% dos atendimentos, enquanto pessoas com mais de 60 anos correspondem a quase 71% dos beneficiários.
O perfil dos usuários também se reflete nos medicamentos mais distribuídos pela iniciativa. Entre os destaques estão produtos destinados ao tratamento de hipertensão, diabetes e colesterol, como losartana potássica, hidroclorotiazida, cloridrato de metformina, dapagliflozina e sinvastatina.
Mulheres e idosos concentram atendimentos
Entre janeiro e agosto, o Farmácia Popular registrou 17,3 milhões de usuários com mais de 60 anos. Para esse público, o programa oferece medicamentos gratuitos para doenças como Parkinson, além de fraldas geriátricas.
Ainda de acordo com a pasta, a retirada desses produtos pode representar uma economia para a população de até R$ 1.500 por ano com medicamentos para Parkinson e de até R$ 3.240 com fraldas.
Para as mulheres, o programa disponibiliza contraceptivos hormonais injetáveis e orais, além de absorventes higiênicos, integrando ações de enfrentamento à pobreza menstrual no país.
O Ministério da Saúde também aponta diabetes, doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares, como o AVC, entre as condições que mais afetam a população.
“Sabemos o quanto o Farmácia Popular é importante, especialmente para esses dois grupos. É um Programa que vem crescendo ao longo dos anos e temos estudado aprimoramentos importantes para fortalecer essa assistência a quem precisa dele”, afirma Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.
Novo regulamento amplia o programa
O Farmácia Popular está presente em cerca de 5 mil municípios e oferece 41 itens de saúde, entre medicamentos e insumos. Nos últimos três anos, o número de usuários cresceu quase 25%, passando de 21,9 milhões em 2023 para 24,7 milhões em 2024 e mais de 27,3 milhões em 2025.
Em agosto, uma nova regulamentação do programa foi publicada, com medidas de modernização tecnológica, ampliação do acesso e reforço da fiscalização. Entre as possibilidades em estudo estão a inclusão de exames, o uso de biometria para substituir documentos físicos e a expansão da rede para regiões consideradas vazios assistenciais.
O governo também avalia mecanismos de integração de bases de dados, monitoramento automatizado das dispensações, análise de risco dos estabelecimentos e alertas para identificartransações atípicas.