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O aumento do uso de opioides no Brasil. E o controle dessas substâncias

Em 2015, os Estados Unidos registraram um acontecimento raro: a queda da expectativa média de vida da população, de 78,9 para 78,7 anos. A última vez em que uma queda ocorrera fora em 1993, durante o auge da epidemia de Aids. Em 2016 o país registrou, no entanto, uma nova queda, para 78,6 anos. Foi a primeira redução consecutiva desde o início dos anos 1960. Segundo pesquisadores ligados ao governo americano, o grande fator responsável por essa mudança na demografia do país foi a disparada de overdoses de drogas, em especial opiáceos e opioides. Opiáceos são substâncias originalmente obtidas a partir do ópio, extraído da papoula. Entre as mais conhecidas estão a morfina e a heroína, que trazem sensação de relaxamento, alívio da dor e prazer. Essas substâncias podem ser sintetizadas completamente em laboratório.

Nesses casos, são chamadas de “opioides”. Desenvolvido no início do século 20, o opioide oxicodona passou a ser agressivamente promovido em campanhas de marketing como remédio para controle de dores crônicas desde meados da década de 1990 nos EUA, com nomes como OxyContin e Percocet. Tratam-se de pílulas à base desse produto, que criadas de forma a levar a uma liberação lenta no corpo. O sucesso comercial fez com que se tornassem uma questão de saúde pública. Hoje, o caso americano faz com que autoridades e pesquisadores ligados à área da saúde busquem compreender como a venda e o consumo de opioides e opiáceos tem se dado em seus países. Elas não são essencialmente perversas, podem ser usadas, por exemplo, para aumentar a qualidade de vida nos cuidados paliativos, especialmente em casos de pessoas que sofrem de dores agudas, como pacientes que sofrem de câncer.

Normalmente, o Brasil é apontado como uma nação que faz uso insuficiente dessas substâncias para controle da dor. Uma pesquisa intitulada “Tendências na venda de opioides sob prescrição no Brasil Contemporâneo” aponta, no entanto, um aumento de 465% na venda desses remédios no país entre 2009 e 2015. A análise foi publicada em abril de 2018 na revista AJPH, ligada à Associação Americana de Saúde Pública. Ela se baseia em registros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre cada prescrição que resultou uma venda.

E indica que, mesmo com essa alta, o Brasil ainda está muito distante da realidade americana. Essa contabilização é um indício importante sobre a circulação de opioides e opiáceos no país, mas não capta nuances. Por exemplo: uma venda com prescrição de quatro potes de 10 mg de oxicodona é contabilizada da mesma forma que uma venda com prescrição de apenas um pote de 10 mg do mesmo opioide.

Fonte: Nexo Jornal


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