Pague Menos amplia lucro, mas vendas desaceleram
Resultado líquido ajustado chegou a R$ 96,3 milhões. O BTG Pactual aponta desaceleração das vendas mesmas lojas
por Adriana Bruno em
A Pague Menos encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões, alta de 19,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita bruta alcançou R$ 4,4 bilhões, crescimento de 6,9%, enquanto o EBITDA ajustado avançou 7,2%, para R$ 278,8 milhões, com margem de 6,3%.
De acordo com os analistas do BTG Pactual, o lucro ficou 10% acima da estimativa do banco, considerando o resultado antes do IFRS 16 e excluindo itens não recorrentes.
Vendas perdem ritmo
As vendas nas mesmas lojas cresceram 5,6%, ante 8% no segundo trimestre. Segundo o BTG, a desaceleração refletiu principalmente a menor contribuição dos medicamentos GLP-1 e o ritmo mais fraco dos produtos OTC, cujas vendas avançaram 2,2%.
A participação dos GLP-1 nas receitas chegou a 8,5%. Após a entrada de versões similares de semaglutida, o volume vendido cresceu 209% entre o primeiro e o terceiro trimestre, enquanto o preço médio recuou 54%.
Caixa ganha força
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 164,8 milhões, mais de três vezes o registrado no 3T25. A alavancagem encerrou o período em 1,8 vez o EBITDA, abaixo das 2,5 vezes de um ano antes.
“Os resultados do terceiro trimestre refletem a consistência da nossa estratégia de crescimento com disciplina financeira. Mesmo diante de um ambiente de mercado mais desafiador, avançamos na rentabilidade, ampliamos nossa geração de caixa e seguimos fortalecendo os canais digitais e o relacionamento com os clientes”, afirma Jonas Marques, CEO da Pague Menos.