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Santa Casa de São Carlos pode suspender atendimento em UTI Covid-19 por falta de anestésicos e 24 pedidos de demissão

Com falta de anestésicos e 24 pedidos de demissão de profissionais de saúde na quarta-feira (24), a Santa Casa de São Carlos (SP) informou que o atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 corre risco de ser suspenso nos próximos dias.

No dia 19 de março, o hospital já tinha suspendido todas as cirurgias eletivas por falta de fentanil (anestésico), atracurio (bloqueador neuromuscular) e midazolam (droga para sedação).

O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda posicionamento sobre a falta de anestésicos e previsão de data de entrega.

Estoque para 2 dias

Segundo o hospital, o estoque de anestésicos é suficiente apenas para dois dias.

‘O governo federal confiscou e centralizou a distribuição dos medicamentos produzidos pelos principais fabricantes do país. Com isso, a quantidade prevista para suprir a demanda desta semana ainda está incerta, porque não fomos até agora informados formalmente pelo Ministério da Saúde’, afirmou o infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim.

Segundo o último boletim divulgado na tarde de quarta, a Santa Casa tem 30 adultos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que está com 100% de ocupação, e 1 criança na UTI infantil (25% de ocupação). Também tem 3 pacientes em enfermaria (37,5% de ocupação). O hospital ainda tem 4 leitos de cuidados intermediários, com 50% de ocupação.

Pedidos de demissão

A situação foi agravada pelo pedido de demissão de 2 enfermeiros e 22 técnicos de enfermagem. Segundo a Santa Casa, a saída em massa foi provocada pelo esgotamento dos profissionais.

‘Nós já trabalhávamos com um déficit de profissionais e agora, com essas demissões, corremos o risco de não mais manter os atendimentos e a operação dos leitos de UTI, enfermaria e de cuidados intermediários de pacientes Covid’, disse Marim.

‘Nós já trabalhávamos com um déficit de profissionais e agora, com essas demissões, corremos o risco de não mais manter os atendimentos e a operação dos leitos de UTI, enfermaria e de cuidados intermediários de pacientes Covid’, disse Marim.

O hospital informou que está analisando qual é o número de leitos Covid e não-Covid que conseguirá manter nos próximos dias.

Segundo a Santa Casa, 10 enfermeiros e 7 técnicos estão passando por processo seletivo e devem ser contratados nos próximos dias.

A Santa Casa também está notificando a Secretaria Municipal de Saúde, a Câmara de Vereadores, o Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, o Departamento Regional de Saúde de Araraquara (do qual São Carlos faz parte), o Governo do Estado de São Paulo, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal sobre a falta dos anestésicos e sobre a possibilidade de suspender novas admissões nas unidades Covid.

São Carlos enfrenta uma alta de mortes por Covid-19, com 56 óbitos somente em março. Desde o início da pandemia são 193 mortes.

Os casos também estão em alta com 2.688 registros em março, sendo 12.926 no total.

‘Kit intubação’

Na terça-feira (23), o governo de São Paulo informou que o estado tem estoque de medicamentos necessários para intubação de pacientes em estado grave de Covid-19 para só mais uma semana.

Segundo a Secretária Estadual da Saúde, o risco de desabastecimento se deve à falta de envio dos remédios por parte do governo federal.

Os neurobloqueadores são usados para relaxar a musculatura, a caixa torácica e ajudam os pacientes permanecer com ventilação mecânica e a suportá-la. Entre os mais usados no país, estão atracúrio, rocurônio e cisatracúrio.

Por conta do baixo estoque dos remédios do kit intubação, a Secretaria da Saúde diz ter orientado os gestores dos serviços de saúde que compõem as redes pública e privada do estado a manter o monitoramento da demanda e a utilizar “racionalmente estes produtos e otimizem medidas para garantir assistência a quem precisa”.

Em nota ao G1 na terça, o Ministério da Saúde disse que começou a entregar no mesmo dia mais de 1,4 milhão de unidades de medicamentos de intubação orotraqueal para todo o Brasil em parceria com duas empresas fabricantes.

Ainda de acordo com a pasta, o cronograma de entregas é feito com base no monitoramento realizado nos estados e municípios, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais da Saúde (Conasems) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: G1.Globo

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/24/saude-negocia-entrega-de-28-milhoes-de-medicamentos-para-intubacao/

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