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Seguro para farmácia ainda tem baixa adesão do setor

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seguro para farmácia

O seguro para farmácia ainda é uma realidade distante no universo do pequeno e médio varejo. Apesar da importância desse item para proteger os imóveis e bens que sustentam as operações, os valores são considerados pouco convidativos especialmente entre PDVs independentes. E esse posicionamento pode representar um risco redobrado para o negócio, na visão de especialistas.

Segundo apuração do Panorama Farmacêutico junto a entidades setoriais, varejistas e seguradoras, os custos para aquisição do seguro básico podem ter variação de até 120%. Os preços médios são de R$ 2,9 mil mensais na Porto Seguro, R$ 3,4 mil na HDI e 6,4 mil na Tokio Marine.

Nesses casos, as coberturas abrangem proteção contra:

  • Danos elétricos
  • Fenômenos naturais como vendaval, granizo, furacão, ciclone, fumaça
  • Impacto de acidentes de veículos terrestres na loja
  • Roubo e/ou subtração de bens mediante arrombamento
  • Danos a mercadorias expostas
  • Responsabilidade Civil

“A responsabilidade civil engloba situações em que a farmácia está sujeita a ações judiciais por incidentes no estabelecimento, como um cliente que se fere após a quebra de uma vitrine ou numa queda natural no interior da loja. Até a proteção contra algum erro no ato de dispensação do medicamento poderia estar contemplada na apólice”, explica Rafael Espinhel, presidente-executivo da ABCFarma.

O dirigente alerta ainda para a importância do seguro como respaldo de eventuais danos a mercadorias expostas no PDV. Os proprietários de farmácias também podem contratar coberturas para outros sinistros. “Segundo as estatísticas, somos o país com a maior incidência de raios elétricos no mundo. E as lojas não estão imunes a esses acidentes naturais”, acrescenta.

A localização do empreendimento também influencia nas ocorrências de sinistralidades que mais afetam as operações cotidianas, como furtos durante o dia e arrombamentos da loja à noite. Unidades localizadas em grandes centros e capitais, ou em bairros mais periféricos, estão mais sujeitas a esse tipo de problema. Por outro lado, farmácias do interior sofrem menos com essa sinistralidade, o que desestimula a adesão.

Seguro para farmácia esbarra em valores e baixo receio de riscos

As margens mais estreitas no pequeno varejo comprometem a adesão ao seguro para farmácia. A percepção é confirmada por Natanael Aguiar Costa, presidente do Sincofarma-SP.

“Muitas vezes o gestor até demonstra interesse pela contratação. Mas os valores tornam-se mais elevados quando ele pede para incluir uma proteção contra roubo de dinheiro em espécie no caixa”, ressalta.

Costa revela que, em 56 anos administrando farmácias em Campinas e Vinhedo, ambas no interior paulista, só houve um caso de roubo em suas lojas. “De modo geral, esse é o panorama das farmácias no interior do estado”, observa. Mas mesmo a cobertura básica também é deixada de lado por conta da baixa probabilidade de sinistralidade.

Realidade pode mudar com compra compartilhada

Fontes do mercado relataram que a maior parte das demandas por seguro para farmácia surge quando as varejistas necessitam contrair empréstimos junto aos bancos. Essas instituições condicionam a liberação de linhas de crédito à contratação de um plano com coberturas básicas.

Mas a opção por compras compartilhadas pode ser uma saída interessante para diluir custos. De acordo com dados apurados pela redação, a cotação de um plano básico enviada pelo Banco do Brasil para 15 lojas de uma rede associativista, com faturamento médio mensal de R$ 400 mil, foi de R$ 366,02 mensais por PDV.

“Trata-se de um setor cuja operação é muito sensível, considerando inclusive medicamentos de alto custo. É necessário um novo olhar sobre o seguro e condições comerciais mais acessíveis poderiam ajudar a mudar a percepção atual”, adverte Rafael Espinhel.

Principais coberturas do seguro para farmácia

Responsabilidade civil – A responsabilidade civil ampara o empresário em caso de danos e sinistros ocorridos por erro de aplicação de vacinas, risco de tumultos, danos morais, custeio de despesas com aluguel, contabilidade e folha de pagamento dos funcionários para os casos em que ocorrer incêndio no PDV

Danos aos medicamentos – Outra cobertura importante refere-se ao descongelamento de vacinas por oscilação de temperatura decorrente da falta de energia

Despesas com defesa judicial – Elevados custos com honorários advocatícios surgem com frequência em ações desse gênero, por conta de erros e omissões profissionais que tenham resultado em prejuízo financeiro, dano material, dano corporal ou dano moral ao terceiro

Seguro de responsabilidade do empregador – Se um funcionário sofrer um acidente durante o expediente, a cobertura de responsabilidade civil do empregador permite que você avance rápido, em vez de ficar sobrecarregado e estressado em casos judiciais que chamam a atenção e comprometem também o seu patrimônio

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