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Setor de cosméticos deve crescer 6% ao ano até 2025

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setor de cosméticos

O setor de cosméticos e higiene pessoal deve crescer quase 6% ao ano até 2025, consolidando o Brasil como quarto maior mercado mundial. Isso tudo apesar do peso da inflação no comportamento do consumidor.

É o que aponta um levantamento da TCP Partners. Em 2022, o setor reuniu 3.396 empresas, e exportou R$ 4,1 bilhões e gerou uma receita bruta de R$ 54 bilhões para os fabricantes. De acordo com o estudo, o segmento terá um crescimento médio anual de 5,7% até 2025.

A indústria de cosméticos e produtos de higiene pessoal teve um recorde de US$ 777 milhões exportados em 2022, contra um total de US$ 741 milhões importados, resultando em um saldo de US$ 36 milhões. Foi o segundo ano consecutivo que o saldo comercial foi positivo. Desde 2019, as exportações cresceram anualmente 9,1%, enquanto o aumento das importações foi de 1,7%. A desvalorização do real é considerada pelos fabricantes uma variável importante para formação do preço.

“Com a economia em desaceleração, inflação resiliente, queda da renda e aumento do endividamento das famílias e as variáveis de custos, o segmento de cosméticos e demais itens que compõem a cesta de consumo de higiene pessoal enfrentará desafios que vão impactar nas vendas e nas margens operacionais das empresas do setor”, comenta Ricardo Jacomassi, sócio e economista-chefe da TCP Partners.

Setor de cosméticos segue prevalente no Sudeste

O estudo também mostra que o Sudeste do país teve a maior concentração de fabricantes de cosméticos, 59%, sendo liderado por São Paulo com 1.391 empresas. Com 21% do total, a região Sul tinha 704 fabricantes, e o Nordeste com 387 (11%) se consolidou como a terceira região mais importante. O Centro Oeste e a região Norte somadas representaram 9% do total de fabricantes.

Em relação aos valores dos produtos, em 2022, os itens que mais tiveram alta nos preços foram: sabonetes (27,6%), perfumes (22,6%) e maquiagem (17,3%). E os que tiveram menores crescimentos foram os desodorantes (8,2%) e produtos para barba (5,2%).

“Os hábitos dos brasileiros referentes ao uso recorrente de cosméticos são indutores do consumo, uma vez que a renda per capita de US$8.500 é um limitador do crescimento do mercado, pois a renda per capita do brasileiro representa ~14% da norte-americana. E ainda assim, o Brasil segue com 4,3% da cota de mercado mundial”, comenta” finaliza Jacomassi.

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