Sindifargo debate uso de IA na indústria farmacêutica
Seminário reuniu executivos para discutir aplicações da tecnologia
por Gabriel Noronha em
O 1º Seminário de Transformação Digital & Injeção de IA na Indústria Farmacêutica, realizado pelo Sindifargo, em parceria com a Gandur Partners, reuniu executivos e especialistas para discutir as aplicações da tecnologia na eficiência operacional, governança de dados e na gestão no mercado farmacêutico.
De acordo com dados apresentados por Alexandro Gandur, CEO da Gandur Partners, durante a abertura do evento, a IA generativa pode gerar entre US$ 60 bilhões (R$ 307,2 bilhões) e US$ 110 bilhões (R$ 563,2 bilhões) por ano na cadeia farmacêutica global.
IA ganha aplicações na indústria farmacêutica
A programação contou ainda com casos de uso da tecnologia em diferentes áreas. Entre os temas estiveram recrutamento e admissão, saúde e segurança do trabalho, gestão de riscos psicossociais, operações industriais, comércio exterior, logística, privacidade, governança de IA e gestão de viagens corporativas.
Também foram apresentados dados segundo os quais plantas industriais que utilizam analytics avançado registram ganhos de 25% a 40% em capacidade e redução de até 20% no lead time.
Outro destaque foi o painel “Desafios da Transformação Digital na Indústria Farmacêutica”, mediado por Gandur, com participação de Massillon Araújo, CEO do Grupo H Egídio/Equiplex, e Antônio Ávila, CFO da Geolab.
O debate abordou desafios relacionados a dados fragmentados, disponibilidade de profissionais especializados, gestão da mudança e governança de inteligência artificial. Os participantes também discutiram a necessidade de integrar tecnologia, processos e gestão para obter resultados com projetos de transformação digital.
“A lição que fica para o setor farmacêutico é a mesma que percorre toda a economia digital: a maturidade de gestão decide o resultado, não a tecnologia”, afirma Gandur.
“Quem tratar IA como projeto de TI vai colecionar pilotos. Quem tratá-la como pilar de gestão, com dados integrados, governança e gente capacitada, vai transformar descoberta, produção, logística e relacionamento com paciente e prescritor”, finaliza.