Unificação de estoque garante confiança e recorrência
Diferentes canais de venda ampliaram os desafios das farmácias e passaram a exigir sincronização em tempo real
por César Ferro em
Com a expansão das farmácias para os canais digitais, por meio de aplicativos e sites próprios, além de ferramentas de last mile e marketplaces, a unificação do estoque passou a ser uma necessidade operacional. Nesse contexto, a gestão de um mesmo portfólio em diferentes canais tornou a tecnologia um ponto imperativo da operação.
“Centralizar as informações de estoque é essencial para evitar falhas de atendimento que prejudicam não apenas o cumprimento de metas, como também a qualidade do serviço e o relacionamento com o consumidor”, destaca Mauricio Rodrigues, product owner de supplyda Procfit.
Segundo o especialista, a venda de um item em qualquer meio precisa ser comunicada imediatamente aos demais canais, sob pena de gerar pedidos duplicados e frustração para o cliente.
Unificação de estoque exige atualização constante
Na avaliação do executivo, a atualização do estoque deve ser contínua. Do ponto de vista tecnológico, a frequência deve ser definida de acordo com as características de cada operação.
“Uma farmácia que trabalha apenas com deliverypróprio pode atualizar o estoque em intervalos de minutos, enquanto operações com entregas superexpressas necessitam de sincronização em milissegundos”, explica.
Uma das soluções indicadas pela companhia é o E-Hub. O sistema estabelece conexões nativas com canais de venda e plataformas de e-commerce, além de integração direta com sistemas de gestão empresarial (ERPs).
Por que a ruptura no digital dói mais?
No varejo farmacêutico, a compra geralmente está associada a uma necessidade, que pode ser recorrente, como no caso de medicamentos de uso contínuo; ou imediata, diante de uma dor ou outro desconforto. Em ambos os casos, a indisponibilidade do produto compromete a experiência do consumidor.
A situação pode ser ainda mais sensível nos canais digitais, devido à expectativa criada durante a jornada de compra. “O pagamento antecipado cria a certeza de que a transação foi concluída. Descobrir a ruptura depois de todo o trâmite é percebido como uma falha da empresa e gera o sentimento de descaso e mágoa”, argumenta.
Processos operacionais complementam a jornada
Além da sincronização de estoque, Rodrigues aponta outros processos e recursos tecnológicos que podem ajudar a prevenir ou contornar rupturas. Entre eles está a integração entre o aplicativo Separador e o E-Hub.
“O sistema encaminha o pedido para separação e a equipe realiza a preparação do produto. Assim, o item é reservado para a venda digital o quanto antes, evitando que seja vendido também no canal presencial”, detalha.
Se ocorrer a ruptura, o atendente pode oferecer produtos similares ou alternativas de atendimento, como a entrega em domicílio. Outra decisão viável é consultar o estoque de lojas próximas ou do centro de distribuição e providenciar a transferência dos produtos para atender ao pedido.
“Deve-se combinar processos ágeis com respostas tecnológicas rápidas. Mais adiante, a inteligência artificial ajudar a antecipar problemas e propor alternativas, sempre com o objetivo de minimizar os atritos com o cliente”, conclui.