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Varíola dos macacos: para especialistas, risco de pandemia é pequeno

O mundo tem enfrentado o aumento de casos confirmados da varíola dos macacos. A doença infecciosa é transmitida pelo vírus Monkeypox, que foi identificado no ano de 1958, em um laboratório da Dinamarca. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola dos macacos atinge 42 países. No Brasil, já são 11 casos confirmados pelo Ministério da Saúde.

Na última terça-feira (21), a Secretaria de Saúde notificou o primeiro caso suspeito da doença no Distrito Federal. O paciente é da faixa etária de 20 a 29 anos. Em nota, a SES informou que o DF está preparado para lidar com a situação. “Assim que os primeiros casos foram registrados no Brasil, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) do DF emitiu um alerta epidemiológico às unidades de atenção primária e hospitalares das redes pública e privada”, informou.

Ao Correio, a infectologista Joana D’arc Gonçalves explicou que, após a suspeição da doença, o material é coletado e enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). “Geralmente, é um teste que sai em poucas horas”, afirma. A especialista enfatiza que a investigação e a possível confirmação do caso é importante para a tomada de outras medidas, como a busca das pessoas que tiveram contato recente com o infectado.

De acordo com Hermerson Luz, infectologista do Hospital da Forças Armadas (HFA), a letalidade da varíola dos macacos é de menos de 1%. O especialista ressalta ainda que a doença é mais perigosa em crianças pequenas. “Elas não têm um sistema imunológico preparado para ter contato com o vírus, então tendem a ter um quadro pior”, explica.

Após o contato com alguém infectado, o período de incubação do vírus varia de 3 a 15 dias, sendo que a transmissão da varíola é menos eficiente se comparada com a covid-19. “O risco de pandemia é muito pequeno, pois a transmissão só ocorre com contato mais próximo e mais íntimo, e com uma convivência prolongada”, acrescenta. A infectologista Joana D’arc assegura ainda que, de acordo com o entendimento científico, o vírus monkeypox é mais estável, ou seja, a possibilidade de mutação é menor.

Além do toque nas lesões da pele, o contágio também se dá pelo contato direto com as gotículas expelidas pela pessoa infectada ao falar ou tossir, e pelas roupas ou toalhas dos pacientes.

Vírus foi encontrado no sêmen

Na segunda-feira (13), cientistas divulgaram que o vírus da varíola dos macacos foi encontrado no sêmen de pacientes na Itália. A infectologista Joana D’arc aponta que a descoberta levanta a possibilidade de mais uma via de transmissão: a sexual. Apesar de o nível de letalidade ser baixo, a especialista frisa que o momento é de alerta para os cuidados necessários. “Geralemente as pessoas costumam ter complicações por infecções secundárias”, afirma. Mesmo sendo raro, a infectologista explica que é possível que o paciente desenvolva um quadro de infecção bacteriana associada ou até mesmo evoluir para meningite ou pneumonia.

A especialista esclarece ainda sobre a observação do maior índice do vírus em homossexuais. “Existe um tipo de população que busca mais os serviços de saúde”, pontua a infectologista. Acerca de quando é necessário buscar atendimento médico, Joana orienta que a partir do momento da suspeita de sintomas ou contato com pessoas em suspeição é necessário procurar por orientação médica.

Sintomas

Um dos principais sintomas da doença são as lesões que se espalham pelo corpo. Em geral, o quadro dura cerca de 21 dias. “Os sintomas começam com cansaço, febre, dor no corpo, dor de cabeça e os gânglios são acometidos formando as ínguas”, elenca o infectologista Hemerson. Segundo o especialista, o isolamento dos casos suspeitos e confirmados é o principal protocolo de segurança contra a varíola dos macacos. Cabe ressaltar também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o uso de máscaras.

“Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças”, informou a Anvisa.

Fonte: Correio Braziliense Online

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