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Vinhedo cria banco genético para a indústria farmacêutica

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banco genético
Foto: Divulgação Prefeitura de Vinhedo

 

Com objetivo de criar o maior banco genético do Brasil e mapear o genoma de 200 mil pessoas priorizando diversidade, a biotech gen-t expande sua penetração inicial para além da cidade de São Paulo e começa a coletar amostras de DNA da população de Vinhedo (SP), a segunda cidade do país a integrar o estudo.

A biotech firmou parceria com a Prefeitura da cidade, pelo interesse da região em ser um polo de inovação. O início da operação começou no dia 4 de janeiro com período estimado de recrutamento de 30 a 90 dias.

Diferentemente da atuação da cidade de São Paulo, para as unidades médicas de Vinhedo, a biotech vai recrutar brasileiros a partir dos 18 anos de idade. Além de conseguir ler o termo de consentimento, é importante que o participante consiga responder a um questionário sobre a sua saúde. A coleta em Vinhedo espera alcançar cerca de mil pessoas e tem período de finalização de até 90 dias, sendo que, depois dessa primeira fase, a operação na cidade retornará anualmente para novas coletas pelos próximos 5 anos.

Para participar do banco genético é preciso agendar

O local para a realização dos exames será a UBS Dr. José Osmar Meirelles dos Santos, com necessidade de fazer agendamento prévio, por meio do site gen-t. Todos os participantes que aceitarem fazer a coleta de DNA, terão a oportunidade de realizar exames laboratoriais gratuitos (hemograma completo) para verificarem sua saúde a cada 12 meses, até o fim do projeto, que durará 5 anos. Os resultados dos exames coletados pela gen-t serão enviados aos participantes em até sete dias.

“A partir dos dados que vamos gerar, podemos desenvolver diagnósticos genéticos de pessoas não europeias, para gente não branca. Além disso, esses dados aceleram o desenvolvimento de novos medicamentos. É um motor de inovação para a indústria farmacêutica e de biotecnologia no Brasil e no mundo”, comenta Lygia da Veiga Pereira, CEO da biotech gen-t.

A executiva acredita que com dados de genomas humanos de outras etnias, a empresa vai acelerar o desenvolvimento e aumentar a probabilidade de novos medicamentos chegarem às prateleiras. “Em populações de outras ancestralidades – sem ser as de origem europeia – os indicadores que conhecemos para detectar doenças comuns não têm a mesma precisão. Daí o problema da desigualdade étnica nos estudos genômicos, complementa.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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