Interplayers promove 1° Fórum Brasil de PBM
Evento debate evolução dos programas no Brasil
por Gabriel Noronha em
Foi realizado nesta quarta-feira, dia 8, o 1º Fórum Brasil de PBM. O evento, patrocinado pela Interplayers, reuniu representantes de todos os segmentos do setor para discutir o histórico e o futuro do modelo de negócio no país.
O encontro foi conduzido por Rodrigo Galesi, CEO da Interplayers, responsável por introduzir os palestrantes e organizar a programação. A abertura ficou a cargo de Natalino Barioni, fundador da SevenPDV (atual Portal da Drogaria), empresa pioneira na democratização e acesso das farmácias aos programas da indústria.
O executivo traçou um paralelo entre o desenvolvimento do modelo de negócios no Brasil e nos Estados Unidos, seu principal mercado. “O sistema brasileiro, apesar de inspirado, não é uma replicação direta do norte-americano, devido a diferenças no contexto de sua criação e em sua relação com as farmacêuticas”, define Barioni.
Programas de PBM impactam o varejo e a indústria
Logo depois, dois blocos de convidados expuseram o cenário atual e as experiências da indústria e do varejo com PBM. Para começar, Felipe Berigo, diretor executivo da BU de diabetes e obesidade da Eli Lilly, destacou como o segmento transformou o mercado de canetas emagrecedoras.
O Lilly Melhor Para Você (LMPV), programa de PBM desenvolvido pela farmacêutica em parceria com a Interplayers, padroniza o preço do Mounjaro em todo o Brasil, concede descontos, monitora a adesão dos pacientes ao tratamento, dispara conteúdos educativos para os cadastrados e é apontado como um dos principais responsáveis pelo sucesso do fármaco no país.
Exemplificando sua importância, o executivo comparou o desempenho do Mounjaro com o do Trulicity, primeiro agonista de GLP-1 introduzido pela Lilly no Brasil, que registrou um faturamento equivalente a uma fração do de seu principal produto.
Em seguida, o gerente sênior de canais digitais do Aché, Pedro Medina, falou sobre a transformação da jornada do consumidor a partir dos dados adquiridos por meio dos programas de PBM. “Esse modelo nasce como uma forma de reduzir a barreira financeira, defender a prescrição e apoiar o tratamento, mas passa a ser um importante ponto de apoio para o paciente com a maturação do acompanhamento digital”, ressalta.
Um dos cases apresentados por Medina revelou que os dados provenientes de PBM possibilitaram o mapeamento dos pacientes mais propensos a abandonar o tratamento. De posse dessas informações, a farmacêutica adaptou processos e ampliou receita em US$ 15 milhões com a manutenção dessa base.
Farmácias estimulam jornada de consumo
Para tratar do varejo, Juliana Lopes e Felippe Gontier, da RD Saúde, apresentaram indicadores que comprovaram maior taxa de adesão durante o tratamento de três medicamentos em programas de PBM, em diferentes categorias. Em média, os fármacos apresentaram índices de abandono 11,2% menores.
“Acreditamos de verdade no poder que o PBM tem, que podemos tirar muito mais valor desses programas do que estamos tirando hoje. Esse é um daqueles poucos temas que a gente pode classificar como “ganha-ganha-ganha”, ou bom para a cadeia inteira, do paciente ao varejo e à indústria”, afirma Juliana.
Lucas Menezes, diretor de vendas do Grupo DPSP; e Walace Siffert, vice-presidente comercial e de supply chain das Farmácias Pague Menos, complementaram o conteúdo ao abordarem o papel dos dados na construção da jornada do paciente em PBM e as oportunidades de integração entre o varejo e a indústria, respectivamente.
O evento ainda encerrou sua programação com um painel de debate composto por Anderson Farias, CEO da TopSaúde HUB, Gustavo Guimarães, VP executivo na Rede D’Or e diretor médico na SulAmérica, e Rodrigo Galesi, que discutiram a aplicação do modelo de negócio em diferentes segmentos do canal farma.
“O evento tem o propósito de criar um ambiente onde o tema PBM possa ser discutido com toda a transparência possível. Nossa ideia é perenizar a iniciativa, fortalecendo-a ano a ano”, afirma o CEO da Interplayers.






