Eli Lilly divulga resultados de sua pílula emagrecedora
Orforglipron foi desenvolvido para evitar recuperação de peso após tratamento com injetáveis
por Gabriel Noronha em
A Eli Lilly apresentou dados de pesquisa sobre o Orforglipron, sua pílula emagrecedora recentemente aprovada nos Estados Unidos. A publicação ocorreu na última quarta-feira, dia 13, na revista Nature Medicine e as informações são do InfoMoney.
O fármaco foi desenvolvido para uso após o tratamento com canetas emagrecedoras, com o objetivo de manter o peso alcançado e evitar que o paciente volte a engordar.
O medicamento apresentou eficácia na perda de peso quando administrado por via oral uma vez ao dia. Houve melhorias nos fatores de risco cardiometabólicos e os indicadores relacionados a segurança foram semelhantes aos dos agonistas do receptor de GLP-1 injetáveis, presentes no Mounjaro e no Ozempic. Esses agonistas reduzem indiretamente os níveis de glicose no sangue, diminuem o esvaziamento gástrico e, consequentemente, o apetite.
Pílula emagrecedora da Lilly foi testada em 400 pacientes
O estudo Attain-Maintain foi realizado para avaliar a eficácia e a segurança do Orforglipron em comparação com o placebo. A avaliação focou na manutenção da redução do peso corporal após 72 semanas de tratamento e foi financiada pela Eli Lilly.
A publicação científica avaliou que “a manutenção desses benefícios à saúde requer administração contínua, o que pode ser um desafio”. O paciente pode voltar a ter índices de insulina mais altos no sangue após interromper o tratamento com o fármaco.
A Nature Medicine afirmou: “O reganho de peso após a interrupção das intervenções para perda de peso, independentemente da modalidade de perda de peso, foi demonstrado, ressaltando a necessidade de terapia contínua para minimizar as alterações no peso corporal e manter as melhorias nos parâmetros cardiometabólicos após a redução de peso, com o objetivo final de preservar os benefícios para a saúde geral”.
O estudo selecionou 400 participantes. Foram recrutados 376 deles entre 13 de setembro de 2024 e 21 de novembro de 2025. A pesquisa foi conduzida em 29 centros localizados nos Estados Unidos.
Segundo a agência Reuters, os testes clínicos realizados pela FDA mostraram que pacientes com obesidade perderam, em média, entre 12% e 15% do peso corporal.
As doses administradas no estudo foram de 0,8 mg a 17,2 mg. Essas doses foram as mesmas aprovadas pela FDA. Os eventos adversos mais comuns encontrados pelo estudo foram efeitos gastrointestinais, em sua maioria de intensidade leve a moderada.