Farmacêutica amplia portfólio e ingressa no mercado de cannabis medicinal
ALKO mira 1.500 farmácias em dez meses e negocia com as maiores redes do país
por Adriana Bruno em e atualizado em
A farmacêutica carioca ALKO do Brasil prepara sua entrada no mercado de cannabis medicinal. Entre meados de agosto e setembro, a companhia iniciará a distribuição de seu primeiro produto à base de canabinoides nas farmácias brasileiras, marcando a diversificação de seu portfólio.
A empresa estima comercializar 5 mil unidades nos primeiros dez meses após o lançamento. Segundo a farmacêutica, o produto chegará ao mercado com preço inferior à média atualmente praticada no país para dosagens equivalentes. A informação é da Misto Brasil.
Expansão no varejo farmacêutico
Para ampliar a capilaridade da distribuição, a ALKO negocia parcerias com as cinco maiores redes de farmácias do Brasil e com dois distribuidores do setor.
A estratégia prevê alcançar 500 pontos de venda no primeiro trimestre de comercialização e expandir a presença para 1.500 farmácias ao longo dos dez primeiros meses. O medicamento será vendido exclusivamente mediante prescrição médica para pacientes em tratamento com canabinoides.
Diversificação do portfólio
A entrada no segmento de cannabis medicinal representa um novo ciclo para a companhia, que até então concentrava sua atuação no mercado de diagnóstico por imagem.
Para viabilizar a expansão, a ALKO estruturou uma divisão dedicada ao desenvolvimento de produtos à base de cannabis, com investimentos próprios em pesquisa e desenvolvimento.
Projeto de pesquisa com cultivo nacional
Além da comercialização do novo produto, a empresa também conduz um projeto de cultivo voltado à pesquisa, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A iniciativa utiliza sementes importadas da Itália, Austrália e África do Sul para avaliar a adaptação das variedades às condições de solo e clima brasileiros. O objetivo é gerar conhecimento que possa subsidiar futuras cadeias produtivas nacionais voltadas à cannabis medicinal, conforme noticiado pelo Panorama Farmacêutico. “Até o fim deste ano teremos o piloto. Vamos desenvolver ensaios de sementes certificadas no Brasil para os primeiros insumos, de modo a garantir o perfil químico da planta diante de fatores agroambientais, inclusive atendendo aos critérios permitidos pela Anvisa”, relata Dennys Santos, o agrônomo e head de operações da Alko.