Dia Nacional da Farmácia evidencia aquecimento do setor
Dados mostram avanço salarial, alta demanda e papel estratégico
por César Ferro em
O Dia Nacional da Farmácia, celebrado em 5 de agosto, reforça o protagonismo do setor no sistema de saúde e evidencia um cenário de expansão no mercado farmacêutico brasileiro. Dados de empregabilidade, remuneração e logística mostram uma cadeia aquecida, com impacto direto no acesso da população a medicamentos.
Dia Nacional da Farmácia mostra mercado aquecido
Um levantamento da Catho indica que a remuneração média na área farmacêutica é de R$ 3.062,14, podendo ultrapassar R$ 5,5 mil em cargos de gestão. A plataforma também registrou mais de 400 vagas anunciadas em apenas uma semana, distribuídas entre diferentes regiões e níveis de experiência.
Entre os principais cargos do setor, as médias salariais são:
- Estágio em Farmácia: R$ 1.232,58
- Auxiliar de Farmácia: R$ 2.071,08
- Manipulador de Farmácia: R$ 2.135,75
- Assistente de Farmácia: R$ 2.311,74
- Técnico em Farmácia: R$ 2.752,48
- Supervisor de Farmácia: R$ 3.963,40
- Professor de Farmácia (Ensino Superior): R$ 4.444,76
- Gerente de Farmácia: R$ 5.585,32
Varejo conta com auxílio constante da distribuição
De acordo com dados da Abradilan, os distribuidores associados atendem 85,4% das farmácias brasileiras e alcançam 99,3% dos municípios. A entidade reúne 151 distribuidores, organizados em 69 grupos econômicos, com atuação em 26 estados e no Distrito Federal.
A parceria entre esses players vai além da logística, influenciando diretamente a eficiência operacional e a competitividade do varejo. Para o diretor-executivo da entidade, Vinícius Dall’Ovo, a integração é essencial para o funcionamento do sistema.
“A farmácia é o principal ponto de contato entre a população e o sistema de saúde e, para que ela cumpra esse papel com excelência, é fundamental contar com uma distribuição eficiente”, afirma. Ele acrescenta que “os distribuidores associados à Abradilan trabalham diariamente para fortalecer essa parceria com o varejo farmacêutico e ampliar o acesso da população à saúde”.
Mais de R$ 107 bilhões em vendas
O varejo farmacêutico brasileiro registrou R$ 107,7 bilhões em vendas entre janeiro e maio deste ano, o que representa crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período anterior. No intervalo, foram comercializadas 1,6 bilhão de unidades, volume 3,4% superior ao registrado no ano passado, segundo dados da Abafarma, com base em levantamento do IQVIA.
Nos últimos 12 meses encerrados em maio, as distribuidoras responderam por 55% do volume de medicamentos comercializados no país, enquanto 45% vieram de vendas diretas da indústria ao varejo.
“Os dados reforçam a importância da distribuição para garantir abastecimento contínuo em um país de dimensões continentais. A expansão do consumo exige uma logística cada vez mais eficiente e capilarizada”, afirma Oscar Yazbek, presidente da associação.
Setor consolida-se como hub de saúde
A tendência de transformação das farmácias brasileiras em hubs completos de saúde segue em expansão. Dados divulgados pela Abrafarma revelaram que as 29 grandes redes associadas à entidade realizaram ao menos 10 milhões desses procedimentos ao longo de 2025.
De acordo com o levantamento, os PDVs do grupo mantiveram uma média diária de 40 mil atendimentos no primeiro trimestre de 2026. A operação da entidade conta com 9.248 salas clínicas em todo o país, adotando um modelo inspirado no varejo norte-americano.
A oferta de serviços como exames de detecção rápida, check-ups básicos e administração de medicamentos injetáveis e vacinas tem se tornado uma importante fonte de receita para as farmácias. A vacinação se destaca como o serviço de maior tíquete médio e também registra crescimento de 56% na demanda.
“O varejo farmacêutico está assumindo sua posição como protagonista no setor da saúde, levando bem-estar e conveniência para 70% dos brasileiros”, afirma o CEO, Sergio Mena Barreto.