Canetas emagrecedoras podem movimentar R$ 50 bi no Brasil
Fármacos seguem ganhando espaço nos orçamentos da população e das farmácias
por Gabriel Noronha em
O avanço dos medicamentos à base de GLP-1 segue alterando a composição das vendas no varejo farmacêutico brasileiro. Entre 2021 e 2025, as chamadas canetas emagrecedoras movimentaram R$ 10 bilhões no país, segundo dados compilados pelo portal Money Times.
Fármacos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy passaram a ocupar uma parcela relevante do faturamento das principais redes de farmácias. Em empresas listadas na B3, como RD Saúde e Pague Menos, os medicamentos da classe já respondem por cerca de 9% a 12% da receita total, de acordo com dados divulgados pelas próprias companhias.
Mercado de canetas para emagrecer pode chegar a R$ 50 bilhões (h2)
A expectativa é de continuidade da expansão nos próximos anos. Estimativas citadas no levantamento apontam que o mercado brasileiro pode alcançar R$ 20 bilhões anuais no curto e médio prazo, com a entrada de novas marcas.
Projeções atribuídas a relatórios do Itaú BBA e a estudos da PwC indicam um potencial ainda maior até 2030. O mercado formal de canetas emagrecedoras pode atingir R$ 50 bilhões no Brasil, impulsionado pela ampliação do acesso aos tratamentos e pela chegada de versões genéricas após a expiração de patentes.
“Isso tende a acelerar tanto a formalização do consumo, à medida que a diferença de preço entre um medicamento formal e um informal se reduz, quanto a expansão da base total de usuários”, afirma Priscila Ariani, CMO da Scanntech
Para as redes de farmácias, a evolução da categoria também tende a aumentar sua participação nas vendas. Analistas de mercado estimam que os medicamentos GLP-1 possam representar até 20% do faturamento das grandes varejistas farmacêuticas até 2030.