O maior canal de informação do setor

Alcoolismo: pandemia causa aumento no consumo

264

Próximo do Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, que acontece no próximo dia 20, é necessário olhar para a

Próximo do Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, que acontece no próximo dia 20, é necessário olhar para a triste realidade que as pesquisas apontam. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 35% dos entrevistados na faixa etária de 30 a 39 anos aumentaram a frequência com que bebem mais de cinco doses de álcool.

Veja também: Tratamento para alcoolismo pode ajudar no combate da COVID-19 …

E para agravar ainda mais o quadro, essa elevação do consumo seria uma espécie de “escape” para o momento atual. “Muitas vezes, o caminho conhecido para lidar com angústias é justamente o uso abusivo dessas substâncias. Construir novas formas de elaborar e encarar as dificuldades é o que permite a ressignificação do papel das substâncias na realidade dos usuários”, comenta Guilherme Campanhã, psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas do Jardim Ângela, bairro na zona sul de São Paulo.

Siga nosso Instagram

Esses centros, conhecidos como CAPS, estão distribuídos por 95 lugares da cidade, sendo 31 dedicados ao atendimento de pessoas com alcoolismo ou dependência química.

Como a família pode ajudar?

É exatamente em casa que os primeiros sinais do alcoolismo ou dependência química podem ser notados. Mudanças bruscas de humor, dificuldades para manter uma rotina e problemas para manter relações interpessoais podem ser alguns dos sintomas notáveis.

Outro ponto para se manter atenção é a frequência no consumo. Caso aquela cervejinha do fim de semana comece a aparecer no dia a dia, ou então atrapalhar de alguma maneira a rotina, pode indicar um caso de alcoolismo.

“Precisamos encarar a dependência química de forma aberta e sem preconceitos. Os familiares podem sempre buscar ajuda e orientações nos equipamentos de saúde, em especial os CAPS, que mantêm plantão de acolhimento ‘porta aberta’, sem necessidade de encaminhamento prévio. É importante ressaltar que, ainda que o paciente apresente resistência em se tratar, os CAPS estão aptos a acolher e atender os familiares”, explica Campanhã.

Uma questão que as famílias têm que se ater é no acolhimento do paciente, “Muitas famílias ainda enxergam a dependência química como um desvio de caráter e não como uma doença, o que certamente dificulta o processo de aceitação e o próprio tratamento em si”, completa o psicólogo.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente
Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!

Você pode gostar também

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação