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Aporte de R$ 160 milhões acelera expansão do Grupo Tapajós

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Aporte de R$ 160 milhões acelera expansão do Grupo Tapajós

Com 125 farmácias e seis centros de distribuição na Região Norte, o Grupo Tapajós inicia seu novo ciclo de expansão para consolidar a marca Santo Remédio, a partir da repactuação do endividamento bancário de curto para longo prazo.

Isso vai permitir que a geração de caixa da companhia seja convertida para abertura de novas lojas e investimentos na disposição de estoques. A estimativa é respaldar nos próximos anos o plano de abrir mais 50 PDVs, além de inaugurar as primeiras dark stores e acelerar a transformação digital.

Em 2020, a empresa alcançou faturamento bilionário e ingressou na seleta lista de 140 maiores varejistas nacionais, segundo ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Com a receita de R$ 1,2 bilhão obtida no ano passado e 125 lojas, o grupo nascido em Manaus (AM) está entre as 13 principais redes de farmácias do país, sendo o único representante da Região Norte.

O varejo responde por 60% dos negócios. Os demais 40% são oriundos da divisão de atacado farmacêutico. “Em um primeiro momento, o objetivo é consolidar atuação nos estados onde já estamos presentes – Amazonas, onde temos 50% de share, Pará, Rondônia e Roraima”, ressalta o CEO Wili Garcez. A aposta no Norte pode ser explicada pelos números. De acordo com a IQVIA, o varejo farmacêutico da região registrou alta de 25% nas vendas nos últimos 12 meses até setembro, acima da média ligeiramente superior a 10% em mercados maduros como São Paulo.

O foco da expansão será a Drogaria Santo Remédio, uma das três bandeiras de farmácias da empresa, que administra ainda a FarmaBem e a Flexfarma. A rede ostenta uma média de R$ 500 mil de faturamento por loja, com pico de R$ 640 mil no último mês de outubro.

“Temos um vasto mercado a ser explorado. Planejamos abrir mais pontos de venda em capitais e cidades médias. Ao mesmo tempo, estamos levando nosso modelo de loja para outro padrão, com unidades mais modernas e espaçosas e áreas temáticas para atendimento ao consumidor, como o que já acontece na nossa flagship store em Manaus”, comenta Garcez. O executivo afirma ainda que esse movimento tem proporcionado como resultado um crescimento de 30% na receita do grupo varejista.

Grupo Tapajós investirá em dark stores e energia solar

Como parte da estratégia de ampliar capilaridade, a Tapajós planeja ter duas dark stores. Uma delas, situada em Manaus, já está em etapa pré-operacional. A outra será erguida em Belém (PA). “Com capacidade para 15 mil SKUs cada, esses minicentros de distribuição contribuirão para facilitar o escoamento de produtos, considerando o fato de estarmos em uma região com grandes distâncias territoriais e complexidade logística”, explica.

O hub de entrega será abastecido 100% por energia solar, modelo de sustentabilidade que gradualmente será replicado para os centros de distribuição e farmácias.

Outra inovação é o projeto de loja flutuante, que deve ganhar vida em 2023. Será a primeira unidade do gênero na região, beneficiando especialmente o acesso de comunidades ribeirinhas a medicamentos e tratamentos clínicos.

As dark stores também absorverão o aumento da demanda resultante das vendas digitais. A companhia prepara a implementação do Santo On-Line, sua ferramenta própria de e-commerce. “Hoje já movimentamos R$ 1,1 milhão por mês em parceria com o iFood. Em Manaus, 76,8% dos itens de farmácia comercializados na plataforma estão concentrados na Drogaria Santo Remédio. Em Porto Velho, o percentual é de 70,7%. Esses índices demostram o poder e penetração de nossa marca junto ao consumidor”, avalia Garcez.

Proximidade com startups

O grupo também prevê incrementar os acordos com startups de entrega. O rol de parceiros inclui a Instaloop, para roteirização e monitoramento; a Mottu, especializada em aluguel de motos para entregadores; e a amazonense Navegam, que opera serviços de transporte fluvial. “Além de ampliar a conveniência do consumidor, queremos valorizar iniciativas disruptivas, inclusive de jovens empresas da Amazônia. Mais do que crescer, queremos crescer com sustentabilidade e inovação”, destaca.

Fonte: Redção Panorama Farmacêutico

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