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Biofarmacêuticas globais perdem valor de mercado

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Biofarmacêuticas globais

 

A expansão da concorrência de medicamentos genéricos e um declínio na demanda por vacinas e terapias contra a Covid-19 reduziram o valor de mercado das 20 maiores empresas biofarmacêuticas globais. Segundo relatório da GlobalData, a capitalização de mercado foi reduzida em 9,1%, caindo de US$ 3,45 trilhões no segundo trimestre de 2022 para US$ 3,14 trilhões no terceiro trimestre de 2022.

“A Regeneron Pharmaceuticals e a Daiichi Sankyo testemunharam o maior crescimento em capitalização de mercado no terceiro trimestre de 2022, com 15,6% e 10%, respectivamente”, afirma Sharon Cartic, diretora associada de bancos de dados de fundamentos de negócios da GlobalData.

Uma análise do banco de dados de medicamentos do Centro de Inteligência Farmacêutica da GlobalData revela que, apesar de uma queda nas vendas do Regen-Cov, devida à ineficácia contra a variante Ômicron, a Regeneron registrou vendas recordes de US$ 1,63 bilhão no terceiro trimestre de seu medicamento para doenças oculares de grande sucesso Eylea, desenvolvido em parceria com a Bayer.

“A Daiichi Sankyo experimentou um aumento nas vendas em função da parceria com a  AstraZeneca no desenvolvimento do medicamento contra o câncer Enhertu. A terapia recebeu a aprovação da FDA no terceiro trimestre deste ano para câncer de mama metastático baixo HER2 e câncer de pulmão não pequeno metastático HER2 mutante”, acrescenta Sharon.

A Vertex é outra farmacêutica dos top 20 que foi contra a maré e apresentou trajetória ascendente no terceiro trimestre de 2022 ao registrar crescimento de valor de mercado de 3%, graças à sua franquia de terapias para tratar a fibrose cística (FC).

16 biofarmacêuticas globais relataram queda

Grafico

Das 20 principais empresas biofarmacêuticas, 16 relataram queda na capitalização de mercado no terceiro trimestre, na qual tiveram um declínio superior a 10%. A Johnson & Johnson continuou seu domínio mantendo sua posição de liderança, embora sofrendo uma perda de valor de 8%, seguida pela Eli Lilly, Roche e Pfizer.

Os preços das ações da GSK e da Sanofi caíram acentuadamente em 46,4% e 24,2%, respectivamente, devido ao número crescente de ações judiciais relacionada ao medicamento Zantac, com a GSK caindo quatro posições para o 17º lugar. “No entanto, essa recuperação é esperada, pois a companhia aguarda a aprovação da FDA para maio de 2023, após receber a revisão prioritária de sua vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR)”, acrescenta a executiva.

A Bayer registrou um crescimento de capitalização de mercado negativo de 22,3% no terceiro trimestre devido ao seu anúncio sobre a provisão de US$ 706 milhões para danos ambientais causados por alguns produtos químicos legados da Monsanto.

A capitalização de mercado da Moderna caiu 18,6%, com a Pfizer e a AstraZeneca relatando uma queda de 16,5% e 16,2%, respectivamente, devido às preocupações de que as vendas de suas vacinas contra a Covid-19 possam começar a cair em breve.

Outros grandes players indicaram crescimento negativo da capitalização de mercado de mais de 10%, incluindo AbbVie (-12,3%) e Novo Nordisk (10%).

“Embora o Humira, da AbbVie, deva enfrentar a concorrência de biossimilares no próximo ano, o medicamento de grande sucesso registrou fortes vendas nos EUA de US$ 4,96 bilhões no terceiro trimestre e espera-se que continue o crescimento positivo de seus novos medicamentos imunológicos, Skyrizi e Rinvoq”, finaliza.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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